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Empresários da Capital se reúnem para ajudar garotos carentes a transformar vidas através do futebol

Projeto Bom de Nota, Bom de Bola vai dar oportunidade a jovens que nasceram de 1999 a 2004 para iniciarem suas carreiras como jogadores

9 JAN 2018
Assessoria
12h15min
Foto: Reprodução/YouTube

Garotos de Campo Grande (MS) agora têm uma nova chance de se tornarem jogadores de futebol. O projeto Bom de Nota, Bom de Bola acaba de ser retomado graças à persistência de Aroldo Lima, idealizador da iniciativa e do empresário Davi Barboza.

A paixão pelo futebol foi o grande motivador para iniciar essa empreitada. Em 2011, Lima iniciou o projeto social no bairro do Noroeste, uma região carente de Campo Grande. O projeto Bom de Nota, Bom de Bola trouxe para comunidade uma válvula de escape diante as poucas opções de lazer ali existentes. Além de incentivar crianças e adolescentes a se dedicar aos estudos para continuar a ter o divertimento, permitiu que alguns deles iniciassem sua trajetória de esportistas.

O projeto, porém, foi aralisado em 2016 por falta de profissionais com tempo livre para se dedicar a essa empreitada. Como a iniciativa  trouxe bons frutos para a região, Aroldo não mediu esforços para encontrar outros colaboradores e, em meados de 2017, um empresário recém-chegado à capital sul-mato-grossense, resolveu dedicar suas manhãs de sábado a essa iniciativa.

Davi Barboza, nascido em Salvador, iniciou sua trajetória nos campos de várzea. Tido como um bom jogador, foi convidado a jogar profissionalmente. A experiência não foi tão positiva quanto a carreira de empresário que já desempenhava: machucou bastante, passou por cirurgias nos dois joelhos. Barboza, depois de ter atuado por um clube no Rio de Janeiro e se lesionar mais uma vez, abandonou definitivamente a prática de futebol, inclusive as peladas de final de semana. “A minha filosofia é ser um ser humano melhor dia após dia e isso inclui ajudar os outros a serem melhores também”, comenta.

Depois de mais de 6 anos sem tocar em uma bola, Davi reencontrou um garoto que ajudou na época em que defendia um clube da capital baiana. Esse garoto atualmente joga nas categorias de base do São Paulo Futebol Clube e teve passagem pelas categorias de base da Seleção Brasileira, tendo disputado o Mundial Sub-17 de 2015. “Encontrá-lo novamente me mostrou que as minhas decepções com o futebol não poderiam me limitar a ajudar as pessoas. Me aproximar do futebol profissional não foi para tornar um jogador, mas para me permitir ajudar as pessoas a mudarem suas histórias de vida por meio do futebol." afirma Davi Barboza.

Foi a partir desse reencontro que Barboza resolveu voltar a jogar futebol e ajudar as pessoas a mudarem suas vidas através do esporte. "Muitos garotos do projeto começaram a me pedir para indicá-los para algum clube, eles queriam uma oportunidade. Vendo o comportamento deles, contatei um antigo professor e resolvemos fazer esse treino seletivo. Queremos selecionar garotos e encaminhar para alguns clubes no Brasil com quem temos relacionamento. Acredito que temos bons garotos jogando em nível nacional aqui na capital morena”.

Os treinos seletivos ocorrerão de 15 à 26 de janeiro e serão conduzidos pelo professor João Carlos, profissional com vasta experiência em formação de atletas. Carlos possui em seu currículo clubes bastante conhecidos no cenário nacional do futebol, como Bahia, Vitória, Ypiranga, Galícia, entre outros. Ele também já disputou competições de alto nível técnico, Campeonato Baiano profissional, juvenil e infantil, Copa Dente de Leite, Copa 2 de Julho, Copa Rio, Copa Carpina, Campeonato Mineiro e Sergipano de Juniores e Taça São Paulo de Futebol Junior.

A seletiva é para garotos nascido nos anos de 1999 a 2004 e ocorrerá no Bairro Jardim Noroeste, na Rua Braz Pina, 1200.

A programação será a seguinte:

  • Nos dias 15 e 16 de janeiro – Observação
    • Garotos nascido em 1999, 2000 e 2001 precisam chegar às 7:30
    • Garotos nascido em 2002, 2003 e 2004 precisam chegar às 14:00
  • De 17 a 26 de janeiro – Treino com os garotos que obtiveram melhor desempenho durante o período de observação.

Todos os garotos precisam levar cópia do RG ou da certidão de nascimento, e irem com chuteira society, calção e camisa que permitam jogar livremente, sem limitar sua capacidade de desempenhar um bom futebol.

Para maiores esclarecimentos contatar a Janaína Ferreira, responsável por cuidar da organização do evento: Telefone - 67 9 9286 6495, e-mail – janaina@rinoconsultoria.com.br

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