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João não sabia fritar um ovo, mas quando Joãozinho chegou aos 5 meses, o mundo mudou

O bebê nasceu de um 'lance' e se tornou o tudo na vida dele

13 AGO 2017
Liziane Berrocal
08h00min
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Victor Hugo - 28 anos

Quando Joãozinho chegou na vida do pai João, aos cinco meses, ele não sabia nem fritar um ovo. Isso quem confessa é o próprio farmacêutico João Rodrigo. O menino que tem seis anos é fruto de um “lance” entre João e a mãe de Joãozinho. A partir daí, foram várias aventuras entre os dois, pai e filho, que além de aprender a fritar ovos, teve que aprender também a fazer mamadeira, levar ao pediatra, trocar fraldas, dar banho, enfim, tudo aquilo que um pai deve fazer.

“Eu não sabia fazer nada, foi um susto”, conta sobre a chegada do filho em sua casa. O bebê com cinco meses, é totalmente dependente e ele, sozinho, viu que teria que dar conta do recado.

Ao ser questionado “como assim?” o pai é prático. “Assim, dessa maneira mesmo ela não aguentou a pressão pra criar creio eu e me entregou. E ele mora comigo desde então. No começo foi tenso, até um ano e meio, mas depois foi mais fácil”, relembra João sobre a mudança repentina na vida.

Independente e sempre vivendo só para sim João viu ali uma mudança brusca, mas fez questão de deixar tudo regularizado. “Quando tudo aconteceu, mudei a minha vida. Entrei com o pedido da guarda do Joãozinho e ganhei. Se ele foi entregue para mim, eu iria criar como faço até hoje. Depois ela entrou com pedido de regulamentação de visitas e a cada 15 dias ele passa um final de semana com ela”, conta o pai sobre a situação jurídica da criança.

Na página pessoal do farmacêutico, a vida com o menino é contada em fotos e momentos como a primeira camisa de time, o primeiro dentinho, demonstrações de amor ou mesmo a inalação ou o pequeno em uma maca hospitalar, são compartilhados.

Apesar de se considerar um superpai “ás vezes”, João reconhece que sem o filho hoje, não seria nada. “Ele é tudo na minha vida, meu tudo, meu motivo. Foi uma história de superação. Eu não sabia nem fritar um ovo e de repente tive que fazer até papinha para ele”, conta emocionado.

Depois disso, agora já pai “escolado” a criação dos outros filhos que nasceram se tornou mais fácil e João, Joãozinho e os irmãos, fazem da vida deste pai uma eterna bagunça. “Não é uma família convencional, porque eu casei, tive um filho, com isso ganhei um enteado e mesmo após nossa separação, hoje, digo que tenho três filhos. Um meu, um dela e um nosso, mas todos meus filhos”, sorri ao falar de João Henrique de seis anos, Victor Samuel o enteado de três anos e Carlos Eduardo que agora tem um ano e dez meses.

“Com eles eu volto a ser criança. Apesar de toda responsabilidade que um pai tem, é bom demais”, garante. 


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