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João não sabia fritar um ovo, mas quando Joãozinho chegou aos 5 meses, o mundo mudou

O bebê nasceu de um 'lance' e se tornou o tudo na vida dele

13 AGO 2017
Liziane Berrocal
08h00min

Quando Joãozinho chegou na vida do pai João, aos cinco meses, ele não sabia nem fritar um ovo. Isso quem confessa é o próprio farmacêutico João Rodrigo. O menino que tem seis anos é fruto de um “lance” entre João e a mãe de Joãozinho. A partir daí, foram várias aventuras entre os dois, pai e filho, que além de aprender a fritar ovos, teve que aprender também a fazer mamadeira, levar ao pediatra, trocar fraldas, dar banho, enfim, tudo aquilo que um pai deve fazer.

“Eu não sabia fazer nada, foi um susto”, conta sobre a chegada do filho em sua casa. O bebê com cinco meses, é totalmente dependente e ele, sozinho, viu que teria que dar conta do recado.

Ao ser questionado “como assim?” o pai é prático. “Assim, dessa maneira mesmo ela não aguentou a pressão pra criar creio eu e me entregou. E ele mora comigo desde então. No começo foi tenso, até um ano e meio, mas depois foi mais fácil”, relembra João sobre a mudança repentina na vida.

Independente e sempre vivendo só para sim João viu ali uma mudança brusca, mas fez questão de deixar tudo regularizado. “Quando tudo aconteceu, mudei a minha vida. Entrei com o pedido da guarda do Joãozinho e ganhei. Se ele foi entregue para mim, eu iria criar como faço até hoje. Depois ela entrou com pedido de regulamentação de visitas e a cada 15 dias ele passa um final de semana com ela”, conta o pai sobre a situação jurídica da criança.

Na página pessoal do farmacêutico, a vida com o menino é contada em fotos e momentos como a primeira camisa de time, o primeiro dentinho, demonstrações de amor ou mesmo a inalação ou o pequeno em uma maca hospitalar, são compartilhados.

Apesar de se considerar um superpai “ás vezes”, João reconhece que sem o filho hoje, não seria nada. “Ele é tudo na minha vida, meu tudo, meu motivo. Foi uma história de superação. Eu não sabia nem fritar um ovo e de repente tive que fazer até papinha para ele”, conta emocionado.

Depois disso, agora já pai “escolado” a criação dos outros filhos que nasceram se tornou mais fácil e João, Joãozinho e os irmãos, fazem da vida deste pai uma eterna bagunça. “Não é uma família convencional, porque eu casei, tive um filho, com isso ganhei um enteado e mesmo após nossa separação, hoje, digo que tenho três filhos. Um meu, um dela e um nosso, mas todos meus filhos”, sorri ao falar de João Henrique de seis anos, Victor Samuel o enteado de três anos e Carlos Eduardo que agora tem um ano e dez meses.

“Com eles eu volto a ser criança. Apesar de toda responsabilidade que um pai tem, é bom demais”, garante. 


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