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De pipocas gourmet a Uber, mãe se desdobra em mil para garantir sustento da filha

Após gravidez de risco, Karla precisou se adaptar a nova vida e amor da filha é energia para os dias de batalha

14 MAI 2017
Kerolyn Araújo
13h30min
Karla trabalha como Uber há três meses Foto: Wesley Ortiz
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Ser mãe é se desdobrar em mil para dar conta do recado. Imagine a situação para uma mulher que, além de mãe, é Uber e ainda faz pipocas gourmet e pão de queijo para vender. Para que tudo saia como o programado, Karla Janaína Miranda, 41 anos, começa a rotina bem cedo.

O dia de Janaína começa às 7h, assim que deixa a filha de dois anos e meio na creche. De lá, ela passa rápido em casa e liga o aplicativo da Uber. Dependendo da correria, Karla não para nem na hora do almoço e segue até às 16h, quando busca a filha.

"Busco minha filha na creche, chego em casa, fico um pouco com ela e já começo a fazer as pipocas ou pão de queijo. Sem falar nos serviços domésticos, de dona de casa. A minha rotina é corrida, mas sempre consigo um tempo", contou.

Antes de ser mãe e Uber, Karla trabalhava com venda de cosméticos. Com a gravidez de risco, que a limitou um pouco, nasceu o gosto por fazer pão de queijo. "Como eu não podia ficar andando, dirigindo, comecei a fazer pão de queijo para vender e hoje faço o tradicional e os recheados também. Depois, descobri a pipoca gourmet. Saí do Estado para fazer um curso e hoje também faço de vários sabores", explicou.

A Uber entrou na vida de Karla de uma forma repentina e hoje é a principal fonte de renda. "Fiz a inclusão na carteira de motorista, emprestei o cartão de crédito da minha irmã para alugar o carro e comecei. Foi algo que caiu do céu pra mim. Antes de trabalhar como Uber, às vezes eu não tinha o dinheiro do leite da minha filha. De lá pra cá, tudo melhorou", contou.

Engana-se quem pensa que a rotina corrida é apenas de segunda a sexta-feira. Aos sábados e domingos, Karla é Uber em tempo quase que integral. "Como alugo o carro para trabalhar, preciso correr. Só uma coisa ou outra não é o suficiente. Fim de semana sempre arrumo alguém para ficar com a minha filha e vou trabalhar. O ruim é que acabo ficando pouco tempo com ela, mas tudo tem seu tempo", disse Karla, que mora sozinha com a filha e vive de aluguel.

Com uma força imensa, Karla tem fé em um futuro melhor. "Acho que assim que conseguir comprar meu carro, as coisas vão melhorar. Já melhoraram muito", ressaltou.

Para quem quiser experimentar os quitutes de Karla, pode entrar em contato pelo telefone (67) 9 9136-0696 ou pelo Facebook clicando aqui

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