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Pedro nasceu 'sem pai', mas Guilherme foi além, e o presente é uma nova certidão de nascimento

Gui também fez questão de passar não só o time de preferência, mas também o sobrenome para o filho

13 AGO 2017
Liziane Berrocal
18h10min
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O dia dos pais de Guilherme Saldivar envolve mais do que um simples ditado de que “pai é quem cria”, mas também a resolução jurídica de quem faz questão de além de dar uma criação, dar o sobrenome e sacramentar a paternidade.

Quando Pedro nasceu ele veio fruto de uma produção “mega independente” como frisa a mãe Karla Cânepa Saldivar. O menino nasceu com má formação e deficiência auditiva, o que aumentou a rejeição do pai biológico por ele. Mas como o amor sempre vence, quis o destino que Karla conhecesse Guilherme.

“O primeiro a se apaixonar pelo Gui foi o Pedro. Foi desde os primeiros dias e a cumplicidade deles é tamanha que eu às vezes fico enciumada”, conta a mãe.

Pedro cresceu, e sua vida mudou. Cirurgias e tratamentos o auxiliaram a recuperar a audição e ser uma criança que além de tudo, ganhou um pai. “Ele escolheu o pai dele e isso é lindo”, conta Karla.

Participando de um programa de apadrinhamento do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, uma assistente social soube que aos 9 anos, Pedro ainda não tinha um “pai de papel passado” e instruiu a família. “Passar meu nome, meu time, meu tudo para o Pedro”, garantiu Gui ao pedir para adotar Pedro. A mãe no início relutou. “Apesar dele não ter registro paterno, queria que ele também pudesse escolher”.

“Foi uma decisão minha e do Pedro. Quando conheci a mãe deles já sabia que tinha os dois guris e os dois me chamam de pai. E quando entramos num projeto de apadrinhamento me instruíram a adotar o Pedro e conversando com ele, vi que era o que ele queria, ter o meu nome de pai no registro dele”.

Além de Pedro o casal tem Marcos, fruto do primeiro casamento dela e Bernardo, que é fruto do casamento dos dois. “O Marcos não pode ser adotado pois já tem 18 anos, mas tem o Gui como se fosse um pai e o Bernardo nasceu para completar nossa família”.

Lidando com um adolescente, um pré-adolescente e um bebê, Guilherme garante que é maravilhoso. “Cada um em uma fase e nós nos divertimos muito e quando tenho que ser bravo, também sou. Eu sou pai”, diz.

Tanto que o desejo do menino é que no aniversário uma placa com seu nome “completo” seja colocado no bolo. E quando tudo for resolvido, finalmente o Pedro vai se chamar Pedro Henrique Cânepa Saldivar. “E vai só legitimar no papel aquilo que já existe no coração”, garante. 


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