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Vinte anos separaram amor que resultou no sonho de Fred tornar-se pai

Namorados na adolescência e hoje casados, pais se emocionam ao contar sobre desafios de gestação de risco

12 AGO 2018
Amanda Amaral
18h10min
Foto: Arquivo pessoal

Do reencontro após 20 anos de Fred e Vanessa, muitos sonhos e outras surpresas se seguiram. O casal namorou quando tinha entre 14 e 16 anos, e caminhos diferentes ao fim da escola os separaram.

Nunca mais haviam se visto, sequer ouvido falar um do outro, até que um dia Vanessa se depara com o ex-namorado em uma foto, na página de rede social de uma amiga em comum. Na época, os dois estavam solteiros após longos relacionamentos, e ela decidiu tomar a coragem de chamá-lo para sair.

Deu certo e, no mesmo dia, já ficaram juntos. “Foi como se o tempo nem tivesse passado. Retomamos de onde paramos, mas com muito assunto pra colocar em dia”, diz ele, hoje professor de matemática.

Do amor revivido, havia um dos maiores sonhos de Fred, ser pai. Vanessa tinha uma filha de 11 anos e decidiu tentar dar a ela um irmão ou irmã, iniciando um tratamento após alguns anos utilizando DIU.

“A resposta que tivemos dos médicos era de que seria bem difícil engravidar logo, demoraria pelo menos quatro ou cinco anos. Algo no meu organismo tinha sido afetado, e nos restava tentar e esperar”, conta ela.

A boa notícia veio apenas alguns meses depois, Vanessa estava grávida. Contudo, os sinais em exames apontavam que havia uma batalha pela frente. Aos seis meses de gestação de João Guilherme, o diagnóstico era de pré-eclâmpsia.

“O bebê tinha risco de morrer, era um dia após o outro sem saber se iria precisar retirar. Ele nasceu com sete meses e quatro dias, e não deixaram o pai assistir o parto, porque poderia ficar muito emocionado, passar mal”, relembra a mãe.

A rotina, já virada ‘de cabeça para baixo’, não sossegava por ali. Com Vanessa debilitada após o parto, Fred também se desdobrava para conciliar trabalho e a presença no hospital Santa Casa pelos 45 dias seguintes, chegando a ficar depressivo, mas sempre acreditando na recuperação da esposa e filho.

Hoje com quase dois anos, ele foi fruto de muito amor e vontade de seus pais em vê-lo se recuperar, com acompanhamentos médicos constantes, mas tudo para levar uma vida o mais próximo do normal possível.

 “Fortaleceu meu laço paterno com ele, tive uma aproximação maior, acompanhamento, dedicação total. Ser pai, pra mim, é incrível. Não achava que era um amor tão intenso, só tendo filho mesmo pra sentir isso”, finaliza. 

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