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Amigos e familiares 'clamam' por justiça após adolescente ser morto por policial

Um protesto foi iniciado na frente da residência de Luiz Junior Souza até a boate onde o crime aconteceu

17 JUN 2017
Dany Nascimento
15h45min
Foto: Wesley Ortiz

Amigos e familiares de Luiz da Silva Souza, de 17 anos, morto com um tiro no pescoço enquanto participava de um baile funk, na Chácara da República, no Bairro Jardim Monte Alegre, em Campo Grande, realizam um protesto e clamam por justiça diante da execução do adolescente.

A passeata teve início na frente da casa de Luiz, na Rua Bernardo Guimarães, no bairro Pioneiros,  com amigos e parentes vestidos com uma camiseta branca, com uma foto da vítima, com a frase ‘saudades eternas’. Alguns amigos participam da passeata em motocicletas e seguem pela Avenida Ana Luiza de Souza, até o local do crime, na Rua da Divisão.

O autor do disparo que culminou com a morte do jovem é o policial militar Amilton Ferreira de Almeida, que teria alegado legítima defesa, afirmando que Luiz portava uma arma na festa e teria efetuado um disparo. Porém, a família e os amigos que estavam com o jovem no evento, desmentiram o policial, já que nenhuma arma de fogo foi encontrada no local.

Abalada com a perda do filho, Kátia Andrea Rodrigues Bastos, 43 anos, afirma que o policial acabou com a vida do filho e agora, tenta ‘sujar’ a imagem do adolescente. “A vida do meu filho não volta mais, ele acabou com a vida do meu filho e agora tenta sujar a imagem dele, alegando que meu filho estava com uma arma, que não foi localizada. Ele quer acabar com a moral do meu filho, justo ele, que recebe para fornecer segurança para a sociedade, mas utilizou a arma de segurança para matar meu filho”.

Kátia relembra que teve uma briga com o adolescente ao tentar impedir o mesmo de participar da festa e ao receber a notícia do assassinato, foi até o local e viu o filho morto no chão da boate. “Eu briguei com ele aquele dia, desde o início da semana ele estava falando dessa festa com os amigos e eu pedia para ele não ir. No dia eu falei que ele não ia, ele ficou bravo e adolescente é complicado, não adianta muito a gente falar algo, que eles fazem o que  querem e ele foi. Tarde da noite, os amigos dele vieram na minha casa e falaram que ele tinha levado um tiro e estava morto na boate. Eu fui até e vi ele, caído no chão morto. Os policiais estavam em volta do corpo, a boate estava fechada com as luzes apagadas”.

Ingredi Luíza Bastos de Souza, 21 anos, irmão de Luiz, disse ao TopMídiaNews que os amigos que acompanhavam o irmão na festa explicaram aos familiares que houve um tumulto no local e ao ouvir um disparo, todos saíram correndo. “Eles contam que saíram correndo, só que meu irmão saiu para o outro lado, ficou meio que sozinho, quando o policial atirou contra ele. Ele não portava arma nenhuma, isso é mentira e será provado”.

A irmã mais velha de Luiz, Jéssica Samantha, 26 anos, ressalta que a família já procurou ajuda de advogados e vai acionar a justiça contra a boate onde o crime acontecer e contra o autor do assassinato. “Nós vamos entrar na justiça contra a boate, porque ali entra muito adolescente e vamos também procurar nossos direitos para que o autor seja punido pelo que fez”.

Jéssica conta ainda, que a mãe recebeu uma ligação, de um homem que se identificava como investigador de polícia, solicitando o endereço das testemunhas que estavam com o jovem no dia do ocorrido. “Ligaram querendo saber, mas acreditamos que se trata de gente querendo pressionar para que nada seja feito contra o autor. Minha mãe disse que se era investigador, teria em mãos o endereço das testemunhas”.  

 

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