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'Apartidário', movimento surge em Campo Grande e primeiro protesto é contra alta nos combustíveis

Semelhante ao MBL, grupo promete focar temas regionais

14 JAN 2018
Thiago de Souza
07h30min
Primeiro protesto do grupo será contra alta da gasolina Foto: André de Abreu

Apresentado como apartidário e com ideais de defesa dos direitos da população, o grupo MAB (Movimento Amo Brasil) já realizou o primeiro protesto em Campo Grande. O alvo foi as seguidas altas nos preços dos combustíveis, em evento realizado nesta semana.

Conforme Wellington Dias, um dos diretores do grupo, que começou a ser organizado em novembro do ano passado,  o movimento é formado por pessoas diversas da sociedade que tiveram sentimento comum de indignação, principalmente contra a alta carga tributária.

''Defender o direito da população será nossa luta e primeira pauta'', garantiu.

Dias anunciou em primeira mão, ao TopMidiaNews, que as pautas dos protestos e outras ações serão regionais, mesmo que o aumento do preço dos combustíveis seja política da Petrobras.

''Nós sabemos que a alíquota do ICMS aqui é muito alta. Por isso vamos lutar contra esse aumento. Até donos de postos de combustíveis estão com a gente, pois eles estão saindo como vilões, sendo que são vítimas também'', explicou.  

''O aumento no combustível gera bola de neve. 90% do que é produzido no país é transportado em caminhões, e aí aumenta tudo...'', acrescentou Dias.

(Wellington diz que ações da MAB serão regionais - Foto: Agência Câmara)

A promessa do diretor é que o MAB fará política, mas não se envolverá com partidos políticos. A pretensão inicial é que o movimento se estabeleça na Capital e em MS.

''A princípio seremos regionais, depois só Deus sabe'', analisou o dirigente, que também comanda a AMU (Associação dos Motoristas de Uber) em Campo Grande.

Wellington diz que nenhum político nem sindicatos vão participar dos protestos. No entanto, admite a possibilidade de apoiar candidatos nas eleições de 2018, caso estes se enquadrem na ideologia do grupo.  

O MAB está em fase embrionária e conta com 38 pessoas atualmente. O grupo, diz Wellington, está focado em conseguir redução no preço do combustível, mas ele citou polêmicas como as taxas do lixo e da água, buracos nas avenidas, saúde e segurança precárias, que futuramente podem virar discussões dentro do movimento.

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