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Brincando de ser grande: baixinhos do bairro Vida Nova III querem se tornar polícia no futuro

Um dos baixinhos disse que não gostaria de seguir essa carreira porque não gosta de arma de fogo

12 OUT 2018
Dany Nascimento
11h30min
Foto: André de Abreu

Os baixinhos do bairro Vida Nova III, em Campo Grande, que aproveitam o tempo livre para brincar em um playground da região tentam colocar em prática aquilo que sonham para o futuro. Entre o grupo de mais de dez garotos, a maioria afirma que deseja ser policial quando crescer para prender bandidos e ajudar a sociedade.

O pequeno Robson Vieira de Melo, 6 anos, responde de imediato que sonha em ser policial na vida adulta. “Eu acho legal ser policial, eles prendem os bandidos, andam de viatura. É muito legal”.

Welllington Gabriel de Souza Vieira, 10 anos, diz que fica observando as rondas realizadas no bairro pelos policiais e já se vê fardado. “Eu acho legal eles usando o uniforme, eles têm uma arma para defender as pessoas. Eles prendem bandidos, estou estudando e quero ser policial”.

Já Gabriel Noronha, 8 anos, diz que está dividido entre a profissão de policial ou jogador de futebol. “Eu ainda não sei, eu tenho duas profissões, também tenho vontade de ser jogador de futebol e jogar no ataque que nem o Neymar”;

O maior da turma, Estives Pereira, 11 anos, é contrário as afirmações dos colegas e diz que prefere se dedicar a profissão de bombeiro para salvar vidas. “Eu acho mais legal ser bombeiro, quero salvar vidas. Eles salvam vidas, ajudam as pessoas, eu quero ser assim também”.

Deivid Pereira da Silva, 9 anos, vai no embalo do amigo Estives e diz que também está estudando para um dia se tornar um bombeiro. “Eu brinco de polícia e ladrão, mas eu acho mais legal ser bombeiro. O bombeiro ajuda muita gente, o policial só prende ladrões”.

Mas, ao falar de se tornar policial, Rendrick Enzo dos santos Ligeirão, 9 anos, se mostra avesso a possibilidade de portar uma arma de fogo. “Eu não quero ser policial, porque para isso eu terei que ter uma arma e eu não quero ter uma arma, não gosto de armas, acho perigoso”.

Ele destaca que prefere trocar uma arma por uma bola. “Eu prefiro ser jogador de futebol, é mais divertido. Quero ser que nem o Felipe Coutinho”, finaliza o pequeno.

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