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Campo-grandense é atendido duas vezes ao mês em postos de saúde, aponta relatório

'Ou o povo é hipocondríaco ou tem que procurar outro lugar', afirma secretário Marcelo Vilela sobre superlotação

10 OUT 2017
Amanda Amaral
11h20min
Foto: Geovanni Gomes/Arquivo TopMídiaNews

Em relatório sobre a execução orçamentária de Campo Grande, um detalhe em específico chamou atenção de vereadores, Secretaria Municipal de Saúde e de Finanças. Conforme o levantamento, os dez postos da Capital fizeram atendimento a até 1,7 milhão de pessoas ao mês, no segundo quadrimestre de 2017, o que equivale a dois atendimentos por habitante, aproximadamente. 

Em Audiência Pública na Câmara Municipal, o secretário de Saúde, Marcelo Vilela, aponta que a demanda mostra que 'ou o povo é hipocondríaco ou tem que procurar outro lugar', resultando na superlotação. “O desafio é mudar o modelo. Em dez postos atendemos de 1 milhão a 1,7 milhão de pessoas por mês. Temos uma população de aproximadamente 876 mil habitantes”, destacou. Ele ainda esclareceu que a implantação de um terceiro turno para diminuir a demanda populacional nas unidades básicas de saúde não é possível, pois geraria oneração.

Para Vilela, a solução seria a flexibilização do horário, contudo, ainda não é possível que haja essa readequação na Capital devido ao custo alto, mas confirma o planejamento de atendimentos em horário estendido ainda no segundo semestre deste ano.“Não existe imediatismo, existe processo que vai acontecer no devido tempo. É minha função como secretário saber o que está sendo feito e o que está sendo cumprido. A gente critica muito. Gosto de ser criticado, que os vereadores vão aos postos que reclamem. Espero que em quatro anos eu deixe melhor a saúde municipal do que quando a peguei”, disse. 

Após a leitura dos dados, o secretário da Sesau explicou qual seria o problema da Saúde em Campo Grande, relacionado principalmente a tecnologia e horário de atendimento. “Eu gostaria de ter informações em tempo real. Hoje tenho delay de 40 dias para ter informações apuradas. Nosso sistema não é informatizado nem integrado. Esperamos que nestes quatro anos a gente consiga isso. A conectividade é um 'problemaço' e temos vários desafios”.

De acordo com o relatório, a previsão das receitas para puração de aplicação em ações e serviços públicos de saude é de R$ 1.624.837.000, 000 e faltando três meses para acabar o ano foram utilizados R$ 1.085.881.755,73 ou 66,83% do total previsto. Entre as receitas adicionais liberadas estão: Estado R$ 91.768.000,00;  União R$ 609.164.000, 00; SUS R$ 700.932.000,00 resultando em um total de R$ 726.807.000,00. Mas, até agora só fora utilizados R$ 369.438.939,80 ou 50,83% do total.

O relatório completo foi publicado na última quinta-feira (28), no Diário Oficial de Campo Grande (Diograndge) e pode ser consultado clicando aqui, a partir da página 18. 

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