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'A primeira prevenção é a denúncia', destaca comandante da PM sobre abusos nos coletivos

Waldir Ribeiro explica ainda que, se a vítima tiver algum receio, ela pode realizar uma denúncia anônima

10 SET 2017
Anna Gomes e Airton Raes
13h30min
Foto: André de Abreu

O Comandante Geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Waldir Ribeiro, comentou sobre os assédios sexuais que as mulheres enfrentam no dia a dia dentro dos transportes coletivos de Campo Grande e destaca a importância da denúncia. "A primeira prevenção é a denúncia. Quem sofreu o abuso tem que denunciar e evitar que o abusador faça mais vítimas".

Nesta semana, a equipe de reportagem do TopMídiaNews percorreu os terminais de ônibus coletivos de Campo Grande querendo saber das mulheres se, na Capital, realmente acontecem esses abusos. A princípio, a espera, é claro, era encontrar várias mulheres que foram vítimas, mas o que assustou foi a unanimidade dos relatos. De todas as entrevistadas, se elas não foram vítimas de abusos dentro dos coletivos, pelo menos conhecem alguém que já foi abusada.

Outro fato a ser notado é que as vítimas não têm idade específica para sofrer tal crime. Idosas ou jovens, várias mulheres já foram abusadas e sentem vergonha de relatar o que sofreram. Quando interrogado sobre o receio das vítimas denunciarem, o Coronel reforça que quem sofrer abuso também pode fazer uma denúncia anônima. "Elas podem realizar uma denúncia anônima ligando para a Polícia Militar ou procurar os guardas municipais, mas a denúncia é necessária", disse.

Nos terminais de Campo Grande, a empresa de transporte coletivo, em parceria com a prefeitura, colocou faixas de uma campanha de combate ao abuso sexual em ônibus. Com a frase: 'O transporte é público, meu corpo não', ela mostra os números dos telefones da Polícia Militar: 190 e da Guarda Municipal: 153. Se você for vítima, fica o alerta: denuncie! É preciso mudar essa realidade.

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