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Comerciantes trocam centro por bairros e apostam em lucros altos na Capital

Os empresários acreditam que a população prefere a comodidade do bairro do que a correria do centro

14 JAN 2018
Dany Nascimento
07h00min
Foto: André de Abreu

E quem disse que para ir as compras é necessário descer até o centro de Campo Grande? Hoje em dia, a maioria das pessoas não quer se dar ao trabalho de se deslocar por muitos quilômetros. E nem precisa porque os comércios em bairros crescem cada vez mais, oferecendo diversidades para a população campo-grandense.

A rua Ana Luiza de Souza, do bairro Pioneiros, é um dos grandes ‘centros’ da região, com diversas lojas de roupas, lanchonetes, conveniências, salão de cabelereiro, casa lotérica, pizzarias, pet shop, supermercados, casa de material de construção, entre outros. Responsável por uma loja de aviamentos há mais de três anos na famosa rua, Tania Maiara Borges, 35 anos, afirma que o movimento é bom na região, principalmente após às 18 horas.

“As pessoas chegam do trabalho e acabam aproveitando para comprar o que precisam. Eu escolhi abrir comércio aqui porque é perto da minha casa, eu consigo levar e buscar a minha filha na escola e a loja superou minha expectativa. O movimento maior aqui é depois das 18 horas, quando as pessoas chegam do trabalho, final de semana o movimento também é bom, compensa muito ter comércio aqui”.

Concordando com as afirmações da colega, Isaias da Mata, 65 anos, que possui lanchonete há dez anos, acredita que não compensa trocar a comodidade do bairro pelo centro. “Não compensa, aqui o movimento é muito bom, hoje em dia as pessoas não procuram mais pelo centro, elas caminham pelo bairro. Eu moro aqui, alugo um salão e utilizo a garagem como lanchonete. Aqui já foi um bazar, uma minipadaria e agora toco a lanchonete”.

O cabelereiro Reinaldo da Silva Godoi, 48 anos, está há 17 anos na Ana Luiza de Souza e destaca que escolheu a casa para montar o comércio, evitando aluguéis altos. “Aqui eu estou em casa, meu comércio é na minha casa e evito de pagar aluguel. A região é muito boa, estou aqui há muito anos, já tivemos anos melhores no serviço, diante dessa crise está mais complicado, mas ainda compensa sim”.

Ailton Soares de Oliveira, dono de uma lanchonete há oito anos na região, conta que, no início, vendia 200 salgados por dia e, hoje, fecha o caixa com a venda de 5 mil salgados. “Superou minha expectativa, no começo eu vendia bem menos que agora. O bairro cresce cada vez mais e o centro está caindo”.

Emillena Anderson Martins Rodrigues, 32 anos, abriu uma loja de roupas há dois anos na região e afirma que ‘fugiu’ do alto custo do aluguel no centro. “Abrir no centro eu nem pretendo, aluguéis altos. Invisto em propagandas através das redes sociais, tenho clientes que vem de longe para comprar aqui. O movimento da rua também é muito bom”.

Ela explica que aposta nos finais de semana. “Eu abro até domingo, das 9 às 12 horas e, às vezes, eu faço mais no domingo do que em dias de semana”.

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