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Comunidade quilombola da Capital recebe fábrica de pães

30 NOV 2016
Assessoria
14h50min

Com articulação iniciada pela Subsecretaria de Políticas Públicas para Promoção da Igualdade Racial e Cidadania (Subpirc), foi celebrado na tarde de ontem (30) um convênio com a Fundação Banco do Brasil, que permitirá a construção e implantação de uma fábrica de pães e compra de um veículo utilitário para a Associação Quilombola Chácara Buriti.

O empreendimento, previsto para 2017, visa dar mais opções de desenvolvimento local, trabalhando conjuntamente o empoderamento das mulheres da comunidade. Os recursos são destinados via fundo perdido, ou seja, a comunidade não precisará pagar pelo dinheiro investido.

Para a presidente da associação, Lucineia de Jesus, o apoio da Subpirc foi fundamental na conquista do projeto. “Tudo começou com a visita dos técnicos da Subpirc que despertaram o embrião para que pensássemos nessa panificadora. Com o apoio deles fizemos o projeto e encaminhamos. Hoje estamos aqui celebrando esse convênio”, comemorou a líder fazendo referência ainda aos demais parceiros da comunidade, como a prefeitura de Campo Grande e o Banco do Brasil.

Conforme o titular da Subpirc, pasta que é ligada a Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), Carlos Versoza, as articulações para o desenvolvimento da comunidade continuam. “Agora temos que dar encaminhamento para questões de capacitações, com parceria via Fundação de Trabalho (Funtrab), e também reforçar ações com a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) para o plantio, por exemplo”, pontuou Versoza.

O representante da Fundação Banco do Brasil, Marcos Barbosa, destacou a organização da comunidade, desde o projeto proposto, como grande fator de sucesso na parceria. Segundo o representante, em Mato Grosso do Sul, são poucos projetos que passam pelo exigente crivo da fundação e são beneficiados.

Chácara Buriti – Margeando a BR-163, próxima ao distrito de Anhaduí, a Comunidade Chácara Buriti, existe há 86 anos, mas somente em 2005 recebeu a certificação da Fundação Palmares de seus 43 hectares, conforme a presidente da associação. A atividade agrícola é predominante, com o plantio de alface, repolho, cebolinha e legumes que são vendidos para supermercados e uma pequena parte destinada à merenda escolar.

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