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Crianças com vulnerabilidade social incluem o karatê em suas rotinas e participam de competição

Os atletas fazem parte do Projeto Rede Solidária na Capital

12 AGO 2017
Bruna Vasconcelos
11h47min
Cerca de cem crianças competiram na Escola Estadual Joaquim Murtinho Foto: Bruna Vasconcelos
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Victor Hugo - 28 anos

Karatê, uma arte pouco incentivada no Estado do Mato Grosso do Sul, tem conquistado espaço na vida de dezenas de crianças em situação de vulnerabilidade social em Campo Grande. São os estudantes da Rede Municipal de Ensino que fazem parte da escolinha de karatê do Projeto Rede Solidária e participaram na manhã deste sábado (12) do 1º Torneio de Karatê de Contato.

Separados por idade, peso e faixa, os alunos têm dedicado pelo menos 2 horas por dia durante 3 vezes na semana ao esporte. As aulas acontecem nos bairros Noroeste e Dom Antonio Barbosa.

O Projeto, que iniciou em 2015, visa usar o karatê para desenvolver valores e regras às crianças que não tem incentivo familiar de incluir atividades extracurriculares em suas rotinas. Segundo a organizadora do torneio e professora, Alessandra Rodrigues de Souza, muitas vezes os pais dos alunos não sabem que eles saem de casa para treinar.

“As vezes a mãe está trabalhando e nem sabe que o filho fecha a casa e vem pra aula. Também já tivemos casos de atletas em potencial que parou de frequentar a escolinha porque a família não incentivava”

Ela ainda destaca que, devido à estrutura familiar debilitada dos moradores onde o Projeto funciona, o esporte ajuda na conduta do jovem pela grande disciplina e hierarquia que o karatê traz. Mesmo existindo preconceito por ser uma arte marcial, a professora de 25 anos garante que isso não é empecilho para que o karatê vire paixão na vida dos atletas.

“Conquistamos nosso objetivo que é, principalmente, tirar esses jovens da rua para que eles não sigam um caminho errado, como o das drogas”.

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nando viana

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