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De maconha a coma alcóolico, conselheiros tutelares têm trabalho árduo no Carnaval

Ação em conjunto com órgãos estatais flagrou cenas lastimáveis, inclusive de bebês em locais inapropriados

12 FEV 2018
Liziane Berrocal
13h30min

Adolescentes consumindo bebidas alcoólicas e drogas, bebês em locais inapropriados, venda de bebidas para menores e até mesmo crianças tomando cerveja. Esse foi o cenário encontrado pela força-tarefa do Conselho Tutelar de Campo Grande durante as festas de Carnaval.

Segundo a conselheira Cassandra Szuberski, a ação foi a melhor nos últimos anos. “O conselho tutelar está participando da campanha nesse Carnaval contra abuso sexual, nos organizamos com os órgãos de proteção e segmentos do município e do Estado, sendo a PM, Sectur, Cruz Vermelha, Sesau, Bombeiros, SAS, Semadur. Todos os órgãos se organizaram em reuniões e, este ano, estamos muito organizados”, afirmou.

Apesar da ação de “formiguinha”, infelizmente os adolescentes, apesar de toda organização, não aceitam sequer ser orientados. “E nem temos contingente ou material acessível. Já vendedores, chegamos em todos eles. Fizemos uma escala e todos nós vamos, seja na Praça do Papa e na Esplanada, mas chega um horário que temos que ir embora, não conseguimos ficar mais tempo. Nós abordamos diversos grupos que, com uma conversa amiga, explicamos sobre perguntar idade, sobre não ter sexo com meninas menores até para não ter problemas, porque é o maior de idade que vai ser responsabilizado”, explica.

“Teve papo com quem estava com bebidas alcoólicas, para orientar sobre o repasse, fornecimento ou venda para crianças e explicamos também sobre isso ser crime. Também aconteceu de vermos gestantes na muvuca e na droga e, em duas situações, bebês de colo, menores que seis meses, lá. Não é local para ir com crianças e muito menos adolescentes à noite”, narra.

Ainda assim, são os pais quem devem tomar as decisões. "Educação vem de casa, nós orientamos e vemos que muitos estão a esmo. E mesmo com a PM trabalhando, com todo trabalho sendo feito, não podemos ter o controle, cabe aos pais fazerem", explica. 

Deboche e orientação

Segundo a conselheira, é preciso ter muita paciência. “Teve um adolescente fumando maconha que fomos orientar e o adolescente soltou a fumaça no rosto da conselheira. Isso é mais questão de educação”, conta sobre algumas atitudes.

Apesar disso, o resultado é positivo. Além do conselho Tutelar, a Cruz Vermelha também está fazendo trabalho voluntário. “Estão fazendo um trabalho maravilhoso, mas vemos muitos adolescentes alcoolizados e, infelizmente, a gente não consegue fiscalizar. Estamos fazendo o possível para orientar”, afirmou após conversar com a família de uma adolescente de 15 anos que foi encontrada inconsciente devido a um coma alcoólico.

Serviço

As denúncias podem ser feitas no Disque 100. Também é possível ligar nos celulares de plantão de atendimento sendo os números (67) 98405-9528, 98405-9530 ou 98405-9529. 

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