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Dix afirma que Governo não cumpriu suas obrigações com o aeroporto de Bonito

Empresa afirma que publicação em Diário Oficial tem propósito de desvirtuar os fatos

15 SET 2017
Da Redação
07h47min
Foto: Arquivo

Em reposta sobre a caducidade do contrato de concessão do aeroporto de Bonito, a Dix Empreendimentos Ltda, que era responsável pela administração do terminal, afirma que a publicação do Governo do Estado, feita no Diário Oficial, tem "o propósito de desvirtuar os fatos com o objetivo de eximir o poder público das suas responsabilidades pelo não cumprimento de suas obrigações em relação à conservação daquele importante equipamento para a população do Mato Grosso do Sul".

Segundo o diretor da empresa, Manoel Ferreira, a Dix vinha registrando prejuízos mensais de cerca de R$ 80 mil e tentou, de forma insistente, negociar a revisão do contrato com o objetivo de tornar a operação viável, mas não obteve sucesso.

Ele explica que, no edital de licitação para a concessão do aeroporto, previa-se uma movimentação de 130 mil passageiros por ano. Na prática, no entanto, o fluxo anual de usuários do terminal não passou de 10 mil. Para ele, o edital induziu ao erro que ocasionaram perdas significativas.

Ferreira afirma que a Dix investiu inicialmente mais de R$ 6 milhões, em cifras atuais, na construção de um moderno terminal de passageiros e garantiu, ao longo dos anos, a prestação de serviços com alto padrão de qualidade, cumprindo todas as exigências dos órgãos reguladores apesar dos prejuízos constantes.

Além disso, a empresa alega que agregou ao aeródromo um dos onze hangares de referência no Brasil da BR Aviation e um moderno Posto de Abastecimento de Aeronave. Com isso, foi revertido ao Estado do Mato Grosso do Sul um patrimônio da ordem de R$ 15 milhões.

O empresário reclama que, apesar disso, a Dix não recebeu a menor atenção do governo. “Pelo contrário, por meio de uma medida unilateral e espúria, o Governo realizou em setembro passado uma intervenção arbitrária alegando a necessidade da realização de obras de recuperação da pista de pouso, obras essas que nunca foram realizadas, a não ser operações precárias do tipo ‘tapa buracos’ “.

Segundo Manoel Ferreira, as arbitrariedades não pararam por aí. Ele alega que, de forma flagrantemente ilegal, o Governo do Mato Grosso do Sul prorrogou a intervenção administrativa e, poucos dias depois, finalizou o processo concluindo pela necessidade de rescisão do contrato de concessão, colocando a culpa na Dix pelas más condições da pista de pouso.

“Nós repudiamos de forma veemente essas acusações pois a responsabilidade pela reparação é do Governo, uma vez que já recebemos a pista de pouso com problemas estruturais conforme está fartamente documentado”, rebate Manoel. Ele afirma ainda que, como empresa privada, a Dix não é obrigada a continuar à frente de uma operação deficitária. Por isso a empresa resolveu indenizar os funcionários e deixar a administração do aeroporto, a qual foi assumida pelo Governo do Estado que já onerou todos os custos da operação.

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