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Em 6 meses, serviços de tapa-buraco custaram R$ 29,5 milhões aos cofres da prefeitura

Valor é cerca de R$ 10 milhões superior ao previsto pela prefeitura em março deste ano

10 AGO 2017
Diana Christie
07h00min
Foto: Geovanni Gomes/Arquivo

Durante o primeiro semestre deste ano, os serviços de tapa-buraco custaram pouco mais de R$ 29,5 milhões para os cofres da prefeitura de Campo Grande. Deste total, o município já desembolsou pouco mais de R$ 16,64 milhões, sobrando uma dívida de R$ 12,86 milhões com as empreiteiras que atuam na cidade.

A previsão inicial era de gastar cerca de R$ 19,59 milhões, conforme os extratos publicados em março, no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande). Os serviços incluem “manutenção de vias públicas, reconstituição de pavimento asfáltico, com fornecimento de CBUQ para recomposição de capa asfáltica e recomposição de pavimento”.

Sete empresas realizam o serviço na Capital, parte delas contratadas sem licitação. “No final do mês de março deste ano foram firmados contratos emergenciais para garantir cumprimento da parceria com o Governo do Estado para a manutenção das vias públicas pavimentadas”, justifica a assessoria da prefeitura.

Estão executando o serviço as empresas Engepar Engenharia e Participações (região urbana do Segredo); MR & JR Locação de Máquinas e Equipamentos (Bandeira); Transenge Engenharia e Construções (Anhanduizinho); Pavitec Construtora (Imbirussu); Gradual Engenharia (Lagoa); Equipe Engenharia Ltda (região central); e EBS – Engenharia Brasileira de Saneamento (Segredo).

Em levantamento realizada pelo TopMídiaNews, com base em informações disponíveis no portal da transparência da prefeitura, a Pavitec tem os maiores contratos, totalizando R$ 7,78 milhões para receber do município. Deste total, a empreiteira da ex-secretária de Nelsinho Trad (PSD), Eva de Souza Salmazo, já embolsou R$ 4,88 milhões.

Na sequência, aparece a Equipe Engenharia, do empresário João Carlos de Almeida, com pouco mais de R$ 6,32 milhões para receber, dos quais a prefeitura liquidou cerca de R$ 2,83 milhões. Enquanto isso, para atuar na região do Segredo, a EBS já recebeu R$ 1,89 milhões de R$ 3,3 milhões contratados.

A Gradual Engenharia tem empenhado R$ 3,29 milhões com a prefeitura, dos quais o município já pagou R$ 1,3 milhão. Para realizar o tapa-buraco na região do Anhanduizinho, a Transenge deverá receber R$ 3,11 milhões, dos quais R$ 1,44 milhão já foi quitado. Já a MR & JR recebeu R$ 2,38 milhões dos R$ 2,71 milhões empenhados.

Com o menor contrato, também atuando na região do Segredo, a Engepar Engenharia já recebeu R$ 1,82 milhão de R$ 2,97 milhões empenhados pela prefeitura. A empresa também é responsável pela construção da UBSF (Unidade Básica de Saúde da Família) Sírio Libanês, orçada em quase R$ 1 milhão, dois quais R$ 43,2 mil já foi quitado.

Recapeamento

Na semana passada, a prefeitura anunciou que a concessionária Águas Guariroba se comprometeu a revitalizar o asfalto de 15 ruas de Campo Grande, das quais a maior parte já recebeu serviços de tapa-buraco. O investimento está orçado em R$ 7 milhões, que vai ser usado para recuperar 22 quilômetros de pavimento.

O objetivo é evitar que infiltrações de água pelas trincas dos pavimentos adjacentes a essas faixas voltem a provocar problemas de afundamentos, buracos e trincamentos, comprometendo, inclusive, a rede de esgoto. Serão aplicadas técnicas diferentes na operação, como o microrevestimento asfáltico.

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