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Em greve de fome, detentos da Penitenciária Federal em MS reivindicam melhorias na unidade

Além de Campo Grande, ao menos 33 unidades de detenção no país passam promovem rebeliões e protestos similares

11 NOV 2017
Amanda Amaral, com Veja
17h51min
Foto: Arquivo

Detidos na Penitenciária Federal de Campo Grande, dezenas de homens promovem greve de fome para exigir melhores condições na unidade. Esse é um movimento que acontece simultaneamente em outros sete estados, ao menos, em 34 presídios federais e estaduais, como noticiam alguns dos principais portais de notícias do país.

Segundo o Ministério da Justiça, há registro de protesto nos quatro presídios federais, além de Campo Grande, em Catanduvas, no Paraná, e Mossoró, Rio Grande do Norte. Ao todo, 112 presos dessas unidades se recusam a receber alimentação. Somados, os presídios têm 379 detentos. “Eles dizem que procedem deste modo por serem contra a ‘opressão do sistema penitenciário federal’. Cabe ressaltar que os presos que estão no sistema penitenciário federal não sofrem nenhum tipo de opressão”, diz o ministério.

Enquanto na Capital de Mato Grosso do Sul o problema central apontado pelos detentos são as más condições de vida no local, casos mais graves se apresentam em outras cidades, que passam por episódios de rebelião. Em Cascavel, interior do Paraná, dois presidiários foram assassinados e três agentes penitenciários foram mantidos como reféns. O último em posse dos detentos foi libertado na manhã deste sábado (11), e a polícia já conseguiu retomar o presídio para fazer uma vistoria no local.

Governos dos Estados de Mato Grosso, Acre e Pará associam os atos a ordens de facções criminosas. Em todos os Estados, conforme o site da Veja apurou, os governos locais afirmam que a alimentação continua a ser fornecida à população carcerária.

Comando Vermelho

Em Mato Grosso, 26 presos explodiram um muro e fugiram da penitenciária Major Eldo Sá Corrêa, a 218 quilômetros de Cuiabá, que vinha registrando greve de fome entre os detentos desde o início da semana. Segundo eles, faltam medicamentos, dentista e médicos especialistas principalmente para o tratamento de tuberculose.

No Rio, a greve de fome atinge 12 presídios do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste. O protesto começou na quarta-feira. Os presos envolvidos no protesto ficam em espaços destinados a internos da facção Comando Vermelho (CV), maior facção criminosa fluminense.

O Acre tem uma unidade com detentos em greve de fome. É o Presídio Francisco D’Oliveira Conde, em Rio Branco. “A greve de fome está em consonância com a ordem que partiu de uma determinada organização criminosa que atua em todo país”, diz o Instituto de Administração Penitenciária do Acre. Já o Pará tem 17 unidades, das 46 no Estado, em paralisação.

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