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Exame e tratamento da Sífilis é oferecido gratuitamente em Campo Grande

Até setembro deste ano já foram notificados 1.489 casos

13 OUT 2018
Dany Nascimento
07h00min
Foto: Geovanni Gomes

A população de Campo Grande deve ficar atenta, pois o exame para confirmar a Sífilis é oferecido gratuitamente nas UBS/UBSF do município. A sífilis tem cura e é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum e transmitida de uma pessoa infectada para outra durante o sexo desprotegido, através da transfusão de sangue e da mãe infectada para o bebê durante a gestação ou no parto

De acordo com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública), até setembro deste ano já foram notificados 1.489 casos, número maior que o mesmo período em 2017, que registrou 1.540 casos. O dia 20 de outubro é o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita e serve de alerta para a população, em especial a faixa etária entre 20 e 49 anos, que é a idade mais diagnosticada com a doença.

O teste rápido disponível nas UBS/UBSF são exames confirmatórios da doença e que podem ser realizados por pessoas de todas as idades. O tratamento, também é realizado nestes locais, não havendo necessidade de encaminhamento para local específico.

Segundo a Sesau, a doença pode se manifestar em três estágios e os maiores sintomas ocorrem durante as duas primeiras fases, período em que é mais contagiosa. O terceiro estágio pode não apresentar sintomas, e, por isso, dá-se a falsa impressão de cura da doença.

Dia D

No dia 20 (terceiro sábado) o Serviço de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST/AIDS) da Sesau promove o Dia D de mobilização, prevenção e testagem da doença, no Mutirão do Povo que vai acontecer na Escola Municipal Professor Tereza Rodrigues, no bairro Santa Emília. Estas ações fazem para do Projeto Sífilis Não, idealizado em parceira com o Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde, que tem como objetivos principais reduzir a sífilis adquirida e em gestante, além de eliminar a forma congênita da doença.

Sintomas

Entre 7 a 20 dias após o sexo desprotegido com alguém infectado surgem os primeiros sintomas que são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços (ínguas) nas virilhas. Elas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Mesmo sem tratamento, essas feridas podem desaparecer sem deixar cicatriz, todavia, a pessoa continua doente e transmitindo a doença em relações sexuais desprotegidas.

Algum tempo após o período inicial da doença, podem surgir manchas em várias partes do corpo (inclusive mãos e pés) e quedas dos cabelos. Esses sintomas também desaparecem, dando a ideia de melhora. Entretanto a doença pode fica estacionada por meses ou anos, até que surgem as complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral e problemas cardíacos, podendo, inclusive, levar a morte.

Quando não há evidencia de sinais e ou sintomas, é necessário fazer um teste laboratorial. Mas, como o exame busca por anticorpos contra a bactéria, só pode ser feito trinta dias após o contágio.

Diagnóstico

Todas as pessoas sexualmente ativas devem realizar o teste para diagnosticar a sífilis, principalmente as gestantes, pois a doença na forma congênita pode causar aborto, má formação do feto e/ou morte ao nascer. O exame está disponível para a população em geral em todas as unidades básicas de saúde (UBS) e de saúde da família (UBSF) e são realizados pelos enfermeiros.

Durante a gestação o teste deve ser feito na 1ª consulta do pré-natal, no 3º trimestre da gestação e no momento do parto (independentemente de exames anteriores). O cuidado também deve ser especial durante o parto para evitar sequelas no bebê, como cegueira, surdez e deficiência mental.

Casos

De janeiro a setembro de 2017 foram notificados 663 casos da sífilis adquirida em Campo Grande. Este número é superior 17,55% dos casos registrados durante todo o ano anterior, quando foram notificados 564 casos. Sífilis adquirida são os casos da doença diagnosticada em homens e mulheres (não gestantes) da população em geral.

Em gestantes foram registrados 296 casos de janeiro a setembro de 2017, enquanto que no mesmo período do ano passado, 303 grávidas foram diagnosticas. O número de diagnósticos em 2017 representa 73,26% do total registrado em 2016, quando 404 grávidas foram diagnosticadas.

Já o caso da sífilis congênita, que é transmitida da mãe para o bebê foram 96 casos notificados de janeiro a setembro de 2017, ante 106 notificações no mesmo período do ano passado. Os casos atuais representam 71,11% dos apontados durante todo o ano 2016, quando foram notificados 135 casos.

Tratamento

Após o diagnóstico da sífilis, o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível e é recomendado pelo profissional de saúde. Os parceiros das gestantes também precisam fazer o teste e ser tratados, para evitar uma nova infecção da mulher. No caso das gestantes, é muito importante que o tratamento seja feito, pois é o único método capaz de tratar a mãe e o bebê. Nos casos de sífilis em bebê, a criança necessita ficar internada para tratamento por 10 dias. O parceiro também deverá receber tratamento para evitar a reinfecção da gestante e a internação do bebê.

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