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'Força-tarefa' da prefeitura quer analisar contratos e resgatar economia da Capital

Equipe municipal convocou a imprensa para explicar como isso será feito

9 JAN 2017
Kerolyn Araújo
17h00min
Foto: André de Abreu

Três decretos publicados nesta segunda-feira (9) no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande), são algumas das apostas da prefeitura para restabelecer o equilíbrio financeiro e a economia da Capital, fiscalizando serviços e contratos da gestão anterior. 

Conforme o secretário de Finanças e Planejamento do município, Pedro Pedrossian Neto, o primeiro decreto trata-se da criação de um grupo de trabalho que fará um levantamento das dívidas herdadas da gestão anterior. "Queremos ter segurança na hora de realizar pagamentos de serviços prestados até o dia 31 de dezembro de 2016, levantar quais foram feitos, a maneira que foram feitos. Existem serviços que já foram pagos, mas que não consta a quitação", explicou o secretário. 

O grupo de trabalho terá 90 dias para fazer todos os levantamentos. Durante esse prazo, nenhum pagamento de serviços prestados na gestão anterior serão realizados.

O segundo decreto visa reavaliar e renegociar dos contratos em vigor até o dia 31 de dezembro. A medida analisará todas as licitações, garantindo que elas estão funcionando dentro da conformidade, evitando desperdícios, além de renegociar valores de contratos, buscando a redução de preços e economia. Conforme a prefeitura, essa medida não prejudicará a aquisição de kits escolares, merendas e medicamentos, que já estão em andamento.

O terceiro decreto, conforme já publicado pelo TopMídiaNews, trata-se do retorno dos servidores cedidos às pastas de origem. Atualmente, a prefeitura possui aproximadamente 300 funcionários cedidos, que possuem o prazo de 30 dias para atenderem o decreto. Leia mais.

De acordo com o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), os decretos visam corrigir a economia da cidade, dando segurança jurídica para que todas as dívidas sejam quitadas. "Não estamos nos negando a pagar contas anteriores, mas precisamos ter cautela. Precisamos saber quais serviços foram prestados, o motivo de algumas empresas continuarem prestando esses serviços mesmo sem receber há meses. Precisamos desses levantamentos para nos programarmos para fazermos os devidos pagamentos", explicou.

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