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'Desempregados' do lixão fazem protesto e fecham a BR-163

Os manifestantes cobram a abertura da área de transição

22 SET 2016
Dany Nascimento e Anna Gomes
08h52min
Foto: Geovanni Gomes
IPVA GOV

Solicitando a volta da pista de transição do lixão, 30 pessoas realizaram um protesto e interditaram o km 465 da BR 163 na manha desta quinta-feira (22). Os manifestantes colocaram pneus na pista, impedindo o tráfego de motoristas e destacam que estão desesperados com o fechamento do local, que estaria enterrando produtos recicláveis.

De acordo com os protestantes, a Solurb (concessionária responsável pela coleta de lixo em Campo Grande), estaria enterrando cerca de 360 toneladas de produtos que poderia gerar renda para as famílias que dependiam do lixão.  Jeferson Osmar, 28 anos, afirma que tem cinco filhos, que dependiam do trabalho que o pai realizava no local e agora estão passando dificuldades.

"São mil famílias desempregadas, eu estou desempregado desde o dia 28 de fevereiro porque o lixão fechou e saio do Dom Antônio para trabalhar no bairro Noroeste. A Solurb ofereceu emprego para alguns, mas agora estão mandando várias pessoas embora", diz o manifestante.


Jeferson critica os motoristas que desferiram palavras de baixo calão diante do protesto e garante que o trabalho que era realizado no lixão, beneficiava as pessoas que estariam xingando no local. "Tinha várias pessoas passando e mandando a gente trabalhar, xingando, mas as pessoas não entendem que os produtos que trabalhamos ajuda a própria população".

João Alves, 39 anos, ressalta que tem 6 filhos, que hoje, vivem em situação precária. "Queremos a liberação da área de transição do lixão. Tenho 6 filhos que hoje estão vivendo em situação precária, precisamos trabalhar". 

O grupo solicita o cumprimento da Lei Federal 12.305/2010 que fixou uma meta para que fosse resolvida a situação dos lixões em todos os municípios que tivessem um determinado número de depósitos de lixo, onde os catadores poderiam se agrupar para trabalhar na UTR em associações e cooperativas, mas, conforme o grupo, nada foi feito até o momento.

A PRF (Polícia Rodoviária Federal) esteve no local e confirmou um congestionamento de 3 a 5 km. A pista já foi liberada pelos manifestantes. 

 

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