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Mesmo entre esportistas do tiro, liberação do porte de armas é polêmico

Amigos se reúnem duas vezes por mês para jogar paintball e airsoft, mas opiniões divergem sobre o assunto

16 SET 2018
Dany Nascimento
13h30min
Foto: Sejusp

Duas vezes por mês, esse grupo de amigos se junta para jogar paintball (jogo com armas de brinquedos e balas de tintas coloridas) e airsoft (jogo com arma de pressão com balas de plástico) como forma de brincadeira. Mas, na hora de falar sobre o porte de armas, cada um apresenta uma postura diferente.

Mesmo praticando o esporte como hobby, o comerciante Adelson do Nascimento, 35 anos, diz que é contra o armamento da população brasileira. “Eu sou a favor do desarmamento, acredito que não existe um preparo para liberar o porte de arma para a população. As pessoas não estão preparadas emocionalmente para ter arma em casa”.

Ao expor a opinião, Adelson afirma que acredita que faz parte de uma minoria em meio ao grupo de amigos que participa das brincadeiras. “Eu acredito que a maioria dos meus colegas defendem o porte, mas eu não vejo um preparo para isso. Existem pessoas que não tem psicológico para isso”.

Diferente de Adelson, Juclério Oliveira, Soares, 37 anos, defende o armamento da população e afirma que cada cidadão que deseja ter o porte deve ser preparado para te uma arma. “Uma vez que a pessoa tiver capacidade psicológica, ela tem que ter uma arma sim, para defender sua família e a si mesmo. Todo cidadão deve ter acesso ao direito a defesa própria”.

O supervisor de almoxarifado destaca que, com o porte de arma liberado, bandidos devem refletir melhor antes de invadir imóveis para roubar ou furtar. “Com certeza os bandidos vão pensar melhor quando estiverem correndo risco de levar uma bala na cabeça. De início acredito que aumenta sim a violência, mas acho que rapidamente teremos uma sociedade mais segura, até porque a polícia não tem capacidade de estar em diversos lugares ao mesmo tempo. O bandido ataca porque ele sabe que o cidadão é refém da lei do desarmamento. Só o cidadão é refém disso porque o bandido tem arma, quem não tem é o trabalhador que precisa se defender”.

Assim como Juclério, o empresário Bruno Henrique Barbosa Silva, 36 anos, que pratica airsoft há um ano, diz que apoia o armamento da população, com uma série de ressalvas. “Eu acredito que as pessoas podem se armar, desde que tenha preparo psicológico, teste psiquiátrico, que seja apurado os antecedentes criminais e daí sim, conceder o porte de arma para o cidadão de bem. Precisamos de um processo rigoroso para fazer isso para que exista mais segurança”.

Lei do Desarmamento

Em discussão nos debates entre os candidatos à presidência da República, a Lei do Desarmamento foi instituída em 2013. Assim diz o Artigo 35, da Lei nº 10.826 de 22 de Dezembro de 2003:

Art. 35. É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o território nacional, salvo para as entidades previstas no art. 6o desta Lei.

§ 1o Este dispositivo, para entrar em vigor, dependerá de aprovação mediante referendo popular, a ser realizado em outubro de 2005.

§ 2o Em caso de aprovação do referendo popular, o disposto neste artigo entrará em vigor na data de publicação de seu resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral.

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