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Mãe de Gabrielly dá último adeus para filha em cemitério: 'vou te amar para sempre'

A mulher ficou abraçada na filha durante o velório e se declarou para a filha durante o sepultamento

7 DEZ 2018
Dany Nascimento
10h49min
Foto: André de Abreu

“A mãe vai te amar para sempre, a mãe te ama, minha paixão, meu bebê”. Essas foram as últimas palavras que a mãe da menina Gabrielly Ximenes, de 10 anos, que não teve o nome identificado, disse para a filha dentro de um caixão branco, na manhã desta sexta-feira (7), no cemitério das Palmeiras, em Campo Grande.

Amigos e familiares deram o último adeus à menina que foi agredida por colegas da Escola Lina Villachá, no bairro Nova Lima, há sete dias e faleceu na manhã de ontem (6) após cirurgia na Santa Casa. A mãe passou o velório abraçada na criança, expressando o amor que sente por Gabrielly.

“Meu bebê, a mãe te ama tanto, minha menina”, dizia a mulher.

Uma oração foi feita dentro da capela onde era realizado o velório, comovendo todos que foram se despedir da menina. O sepultamento de Gabrielly foi marcado por muitos choros de desespero e pedidos de justiça. Todos os presentes bateram palmas enquanto o caixão da menina ia descendo para o túmulo.

Revoltada com o ocorrido, a avó, que também não teve o nome divulgado, gritou para os presentes que existem três onças rondando a região do bairro Nova Lima. “Tem três onças naquela região, as pessoas têm que ter cuidado porque essas três onças mataram uma criança de 10 anos”, disse a avó.

O pai da criança, Carlos Roberto Costa de Souza, 40 anos, afirma que aguarda o laudo policial para ter certeza do que teria causado a morte da filha e destaca que as portas de sua casa estão abertas para receber a família das agressoras.

“Queremos que a justiça seja feita, eu jamais faria com a família da menina que bateu na minha filha, o que ela fez. Se a mãe dessa menina quiser ir conversar, as portas da minha casa estão abertas para receber ela. Espero que ela dê um conselho para a filha dela, porque a filha dela destruiu uma família”.

Segundo Carlos, apenas o professor de educação física foi até o local para se despedir da aluna. “Da escola não veio ninguém falar comigo, não vi ninguém de lá aqui. Só o professor de educação física mesmo que veio ver ela, falar com a gente”.

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