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'Meus filhos choram por não conseguirem brincar’, diz mãe de gêmeos à espera de cirurgias

As crianças têm catarata congênita e ela luta para conseguir as operações pelo SUS

15 SET 2018
Anna Gomes
17h42min
Emanuel e Matheus sonham em levar uma vida normal. Foto: Divulgação

Mãe dos pequenos gêmeos Emanuel e Matheus, a dona de casa Rodnéia de Souza de 39 anos, tem vivido um drama desde quando seus filhos nasceram. As crianças têm catarata congênita e ela luta para conseguir as operações pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

“Eles não conseguem brincar direito e se machucam muito por não enxergarem. Com o tempo, a visão dos dois só está piorando e eu já não sei mais o que fazer. Meus filhos choram, pois eles querem ver as coisas como as outras crianças, mas não conseguem’’, lamenta a mãe.

A catarata congênita é uma malformação do cristalino do olho que se desenvolve durante a gestação e, por isso, o bebê já nasce com essa alteração, fazendo com que exista uma película esbranquiçada dentro do olho. Rodnéia conta que seu drama já começou quando os gêmeos, que irão completar quatro anos nasceram.

“Descobri quando eles nasceram e de lá para cá, realizei exames, mas não consigo as cirurgias. Me mandam de um hospital para o outro e ninguém faz nada. Não tenho como pagar pois as duas custam mais de R$ 50 mil em um lugar particular’’.

Moradora do município de Ponta Porã, a mãe conta que já veio para Campo Grande tentar realizar as operações que segundo ela, as cirurgias chegaram a ser marcadas, mas sempre quando está perto delas acontecerem, ligam e desmarcam.


“Já fui diversas vezes para Campo Grande e não consigo. Em um momento de desespero, cheguei a marcar o prefeito de Ponta Porã em uma publicação da minha rede social. Na época, ele se comprometeu a pagar, fui para a Capital, realizei novamente todos os exames necessários e quando chegou a hora das operações, ele disse que o valor era muito alto e não tinha como arcar”, ressaltou.

Devido à catarata, os gêmeos não estão conseguindo realizar as atividades de forma normal. “Não consigo nem trabalhar e eles não podem mais ficar na creche. O momento que mais eu sofro é quando passa um avião e eles choram porque não conseguem vê-lo. Os médicos dizem que os meninos precisam ser operados com urgência, mas como vou fazer isso se não consigo pelo SUS? Gostaria de fazer um apelo para algum médico que esteja vendo essa reportagem possa realizar meu solho de ver os meus filhos enxergando. Ou que alguma autoridade consiga operá-los pelo Sistema Único de Saúde. Só quero que esse pesadelo um dia acabe’’, finalizou a mãe.

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