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Marcado pelo crime, Danúbio Azul agora é tranquilo e moradores pedem por escola

As crianças precisam estudar em escolas de bairros próximos, alguns nem tão perto assim

3 DEZ 2017
Anna Gomes
11h00min
Foto: Anna Gomes

Os moradores do Bairro Danúbio Azul, localizado na região norte de Campo Grande, dizem que está faltando uma escola no local  para as crianças e adolescentes que precisam se locomover até os bairros próximos para estudarem. Marcado pelo crime, com a prisão do assassino em série Nando, hoje condenado, a região agora é tranquila e as prioridades mudaram.

O pedreiro Janderson Souza, 43 anos, diz que o lugar não tem tanta violência, é asfaltado e consegue viver de forma tranquila no bairro. Ele, que é pai de quatro filhos, acredita que a região precisa apenas da construção de uma escola para melhorar.

"Tenho quatro crianças em casa, meu único veículo de locomoção é uma bicicleta e não tenho condições de levá-los. Todos estudam no período da tarde no Bairro Estrela Dalva, que não fica tão longe, mas o sol por volta do meio dia é muito forte e, quando está chovendo, também complica para eles. Se tivesse uma aqui perto seria melhor para nós", disse.

A auxiliar administrativo, Cláudia Hartman, 32 anos, relata que mora no bairro desde o começo dos anos 2000. Há quase duas décadas, ela viu muita coisa melhorar, mas mãe de dois meninos pequenos, ela também diz que a região é carente de uma escola mais perto da residência.

(Bairro melhorou, mas ainda falta uma escola no local - Foto: Anna Gomes)

"Vi o bairro crescer, aqui só tinha barracos antigamente. Aos poucos tudo foi virando casas, com o tempo o asfalto também veio. Os meus dois filhos estudam em uma escola no Bairro Novos Estados. Até lá, para não deixar eles irem sozinhos, preciso dar uma boa 'pernada' e eles também. Às vezes chegam suados na aula, mesmo a gente indo de sombrinha para evitar um pouco o sol'', disse.

Um adolescente de 17 anos também conversou com nossa equipe de reportagem. Ele contou que estuda no período noturno, em uma escola localizada no Bairro Mata do Jacinto. Mesmo sem enfrentar o sol, ele diz o ônibus é um pouco na 'contramão' e ele prefere ir embora para a casa a pé.

"Os bairros mais próximos possuem escolas, mas a maioria é municipal. Por eu estar fazendo o Ensino Médico, o lugar que eu estudo acaba sendo mais longe e, para embarcar em um ônibus para ir embora, preciso caminhar algumas quadras. Sem contar a demora, aí acabo desistindo e venho embora a pé", contou o jovem.

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