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Para moradores do José Abrão, obra da Euler de Azevedo virou labirinto que gera acidentes

Populares relatam que a região triplicou o número de acidentes

19 MAI 2018
Dany Nascimento
07h00min
Foto: Dany Nascimento

Após um motociclista ser esmagado por um caminhão na última semana, os moradores do bairro José Abrão, em Campo Grande, demonstram total indignação e reclamam da situação em que a região se encontra, após a entrega da obra na Avenida Euler de Azevedo.

Moradores novos e antigos destacam que, com a revitalização da Avenida, o fluxo de veículos aumentou no bairro, gerando transtornos. “Aqui a situação é precária, os motoristas entram no bairro para fazer a volta e conseguir mudar para o outro sentido, essa obra veio mesmo foi para aumentar o número de mortes, porque antes quase não tinha acidente nesse bairro, agora eu ouço barulho de bombeiro todos os dias socorrendo alguém que se acidentou aqui”, diz Ramona da Conceição.

A moradora diz que teme pela vida de outras pessoas nos próximos dias. “Eu tenho medo de quantas pessoas ainda devem perder a vida por conta dessa baboseira que virou essa obra. Fecharam algumas ruas, colocaram mão única em outras, os motoristas estão perdidos”.

Assim como Ramona, Adão Martins, 68 anos, afirma que o ‘muro de concreto’ que foi construído no meio da pista para dividir a Avenida foi um dos principais erros da obra. “Foi um erro grande isso, não conseguimos enxergar se vem outro veículo do outro lado, não tem como ver quem vem. O muro deixa o motorista cego, é complicado, isso gera acidente e é o que mais vamos ter nessa região”.

O aposentado diz que a obra poderia receber o nome de ‘labirinto da Euler”, já que os motoristas se perdem ao buscar uma saída. “Você procura uma saída e não encontra. Eles colocaram algumas ruas como mão única, as pessoas se perdem aqui, viram errado e tem que fazer a volta, isso quando não geram uma colisão”.

Conforme Adão, motociclistas estão utilizando os espaços que ficaram vagos para fazer conversão proibida. “Os motociclistas que gostaram, eles usam como contorno os espaços e não estão nem aí para ninguém”.

Maria Auxiliadora Alves, 59 anos, que é ex-moradora da região e está a passeio na casa do irmão destaca que antes o bairro era tranquilo. “Não tinha problema com relação a acidentes, semana passada uma professora virou errado e acabou batendo o carro ali na frente da faculdade. Quando eu morava aqui, porque agora eu moro em Rochedo, era tranquilo, não tinha essa loucura que vejo hoje não”.  

O TopMídiaNews entrou em contato com a governadoria, que informou que a mureta tem função de segurança. “Trata-se de um item que além de dividir o tráfego da via tem como função a segurança dos motoristas, a altura da mureta é utilizada é de acordo com o projeto executivo realizado para a obra”,

De acordo com o governo do Estado, a obra custou R$ 17,5 milhões e falta apenas a instalação de semáforos para que a obra seja entregue.  

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