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Moradores lamentam descaso no Residencial Betaville: 'fomos esquecidos'

Eles alegam que a prefeitura não presta manutenção na praça central e muito menos no Ceinf inaugurado em 2014

15 JUL 2017
Dany Nascimento
15h15min
Foto: Dany Nascimento

O cenário de abandono é evidente para quem trafega pelas ruas do bairro Residencial Betaville, em Campo Grande, que estaria, segundo os moradores, abandonado pelo poder público. A praça da região, que seria o local perfeito para o lazer das crianças serve de residência para usuários de entorpecentes, que ficam perambulando pelas ruas.

A idosa de 73 anos, Celina Oliveira afirma que mora na região desde o ano de 2005 e sempre presenciou moradores fazendo a manutenção da praça principal, na rua Hercules Maymone. “Moro aqui desde 2005 e sempre foi assim. Não adianta que a prefeitura não lembra dos moradores daqui dessa região, estamos esquecidos. Os usuários da rodoviária ficam andando nas ruas aqui, usando drogas na praça, não tem como o local ser utilizado pelos moradores para nada, a praça é deles”.

A comerciante Janete da Costa, 48 anos, destaca que está na região há 28 anos e explica que muitos usuários utilizam casas abandonadas no período da noite, colocando em risco, a segurança daqueles que passam pelas ruas. “Essa praça aí está sem manutenção por parte da prefeitura há muito tempo, não adianta, é sempre assim. Os moradores que limpam a praça, que cuidam dessa parte, porque no que depender da prefeitura, continua suja e com mato alto. Temos estes problemas e ainda tem usuários que usam casas vazias como moradia”.

De acordo com a comerciante, não é aconselhável caminhar pelas ruas da região no período da noite, já que muitos roubos são registrados. “Aqui estão abordando as pessoas na rua, pessoas que chegam a noite da faculdade, do trabalho, acabam sendo roubadas. Está perigoso”.

O jardineiro Josué dos Santos Cabral, 51 anos, disse mora no bairro há 25 anos e acaba cuidando da praça, com outros moradores. Além disso, o morador afirma que recentemente se dispôs a cortar o mato alto que tomava conta do  Ceinf (Centro de Educação Infantil) da região, levando em consideração que as crianças não conseguiam chegar até os brinquedos, que havia sido ‘tomado’ pelo mato.

“Aqui não passa manutenção de nada, são os moradores que cuidam do bairro. Eu ajudo aqui na praça, fui ali no Ceinf e podei o mato, que tinha mais de um metro e estava encobrindo os brinquedos. As crianças não conseguiam brincar ali, dai fui lá e dei um jeito, a região foi esquecida”, diz Josué.

                                                     

Além disso, o morador ressalta que moradores de outras regiões acabam descartando materiais que não utilizam em terrenos abandonados. “Quando o terreno está muito sujo, muito seco e com muito lixo, os moradores colocam fogo, não temos outra saída. Eu prefiro entrar pra dentro e podar, mas tem gente que chega e coloca fogo mesmo, sem dó, porque a prefeitura não faz nada”.

                                                     

O TopMídiaNews entrou em contato com a prefeitura da Capital e aguarda um posicionamento sobre os problemas levantados pelos moradores na região.

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