FAPEC
FAPEC - vestiular
(67) 99826-0686
word wine - almoco japones 2

Sem segurança, moradores reclamam de assaltos à luz do dia na Vila Concórdia

Casas vazias e moradores que caminham nas ruas são os principais alvos dos criminosos

3 DEZ 2017
Dany Nascimento
18h10min
Foto: Dany Nascimento

Com medo dos crimes que já presenciou, uma comerciante de 65 anos, que optou por não se identificar, afirmou que os moradores da Vila Concórdia evitam sair de casa caminhando por medo de serem surpreendidos por assaltantes. Ela destaca que já presenciou homens elegantes tentando arrombar a casa de uma vizinha.

“Eu estava aqui no meu comércio e senti algo estranho. Olhei para a casa das meninas e vi que parou um carro vermelho, com dois homens dentro. Eles estavam bem vestidos, penteados, um deles puxou o portão que estava trancado. Como eu conheço a vizinha, eu liguei para a mulher e perguntei se as meninas estavam de namorado novo porque tinha dois homens lá. Mas eles viram que eu vi eles, daí entraram no carro, e deram duas voltas no quarteirão, depois eu vi pelo registro das câmeras. Eles queriam mesmo era roubar”, disse a idosa.

Ela relata que os bandidos circulam pelas ruas em plena luz do dia e aguardam aqueles que almoçam em casa para fazer mais vítimas. “Eles agem mesmo por volta das 13h40 por aí, que é quando as pessoas vêm almoçar em casa e aproveitam para fazer mais vítimas. Não sei onde aqui em Campo Grande que está tranquilo para morar, porque aqui não está não”.

A comerciante relembra que, em poucos dias morando na Vila Concórdia, um casal de vizinhos deixou a região, pois foram roubados. “Tinha vizinho novo, mas eles não ficaram muito tempo porque foram roubados. Bandidos entraram na casa deles e levaram a televisão. Eles mudaram daqui, ficaram poucos dias e foram embora. As pessoas não querem ficar em um lugar perigoso, mas perigoso é morar em Campo Grande hoje em dia”.

Moisés da Silva Santos, 29 anos, diz que sempre morou na região e afirma que a insegurança cresce a cada dia. “Moro aqui desde que me entendo por gente, mas agora está bem complicado. Andar na rua é complicado, principalmente com seu celular. Eles levam mesmo, ameaçam com faca, com arma, não querem nem saber”.

O amigo de Moisés, Denilson Costa da Silva, 32 anos, disse que já teve o celular roubado e nada pode fazer. “Eu estava indo no mercado andando, dois caras pararam com uma moto e mandaram eu entregar o celular. Eu neguei de início, ai ele mostrou a arma e eu não pude fazer nada, simplesmente fiquei sem o aparelho que ainda estou pagando as parcelas”.

Veja também