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Motoristas de Uber disparam contra Marquinhos Trad: 'finge que não existimos'

Categoria disse que não foi ouvida sobre regulamentação do serviço na Capital

11 FEV 2017
Thiago de Souza
07h00min
Reunião com taxistas e mototaxistas não tinha Uber Foto: PMCG

Motoristas que atuam pelo aplicativo Uber, em Campo Grande, estão indignados com a postura do prefeito Marquinhos Trad (PSD), que segundo os profissionais não chamou a categoria para nenhuma conversa sobre a regulamentação na cidade nem sobre a concorrência com taxistas. 

Conforme o primeiro presidente da Aplic-MS (Associação de Transportes de Passageiros de Aplicativos de Carona Remunerada e de Motoristas Autonômos de mato grosso do sul), Paulo Cesar Teodoro Pinheiro, conhecido como 'Caju', até agora não houve nenhuma tratativa da prefeitura com os motoristas. 

''Somos 1.500 motoristas de aplicativos de carona paga só em Campo Grande, e aí o prefeito anuncia que vai regulamentar o serviço e não ouve os profissionais? Isso é um absurdo'', reclama Caju. Ele acrescenta que a categoria tem uma série de demandas que precisam ser ouvidas antes da regulamentação. ''Não pode assinar um decreto sem a nossa presença'', conclui. 

O dirigente se refere ao encontro que Trad teve, na última segunda-feira,  com representantes de taxistas e mototaxistas da Capital, no qual o assunto principal foi o próprio serviço de aplicativo na cidade. ''O prefeito discute sobre a gente mas não nos chama para participar da conversa. Temos que estar na mesa para conversar'', completou Paulo.  A reclamação do dirigente continua, já que um novo encontro com taxistas foi agendado para a próxima segunda-feira (13) e, segundo ele, mais uma vez os motoristas de Uber não foram chamados. 

''Já falei com um assessor do prefeito da nossa intenção de conversar. Queremos ser ouvidos e se não estivermos presentes, não haverá reunião'', avisa Paulo Cesar. 
Entre as reivindicações da primeira associação de motoristas de Uber no Estado à prefeitura, estão a igualdade de tratamento dado aos taxistas e aos mototaxistas.

''Queremos direitos como isenção de IPVA, desconto na vistoria semestral e desconto de 30% na compra de um veículo zero quilômetro'', descreveu. 

Outro ponto a ser discutida com a administração municipal será o valor dos tributos e se em Campo Grande será cobrado o valor de 10 centavos por quilômetro rodado, como é feito em São Paulo. ''Em São Paulo a prefeitura arrecada R$ 58 milhões por mês só com esses dez centavos e gostaríamos que isso fosse implantado aqui e o valor fosse para a prefeitura reverter em melhorias no trânsito'', explicou Paulo Cesar. 

Tentamos contato com a assessoria da prefeitura, porém o expediente já havia encerrado. 

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