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Mudança do nome da Guarda Municipal para Polícia Municipal divide campo-grandenses

Proposta de Lei tramita na Câmara dos Deputados desde 2016 e não muda atuação dos guardas nas cidades

16 JUN 2018
Amanda Amaral
13h30min
Foto: PMCG

Em pauta na Câmara dos Deputados há dois anos, o projeto de lei que altera o nome da Guarda Civil Municipal para Polícia Municipal não é unanimidade entre as pessoas ouvidas pelo TopMídiaNews no Centro de Campo Grande. A proposta, de autoria do deputado Delegado Waldir (PR-GO), justifica atender pedido antigo dos trabalhadores, e não mudaria em nada o trabalho já desempenhado pelos guardas.

O autor ressalta que, dentre as atribuições das guardas municipais se encontram o dever de prevenir e inibir, pela presença e vigilância, infrações penais ou administrativas e atos infracionais que atentem contra os bens, serviços e instalações municipais; de atuar preventiva e permanentemente para a proteção sistêmica da população que utiliza os bens, serviços e instalações municipais, bem como de colaborar, de forma integrada com os órgãos de segurança pública.

O frentista Guilherme Afonso, 24 anos, acha que a mudança seria mais negativa que positiva. “Pensa o trabalho e o gasto que seria mudar tudo, uniforme, material, sendo que na prática o trabalho deles vai ser o mesmo. Acho que não precisa disso, e sim mais guardas nos bairros, porque só os vejo no centro da cidade”, diz.

Para o comerciante mineiro Wallace Alves de Oliveira, 39 anos, a consequência de uma possível mudança na nomenclatura é boa. “Pode dar uma impressão de maior segurança, das pessoas verem o nome ‘polícia’ e acharem que estão mais protegidas. Mas poderia aumentar o número de guardas”, opina. 

A estudante de engenharia de controle e automação, Aline Figueiredo, 18 anos, concorda. “Não vejo diferença pra chegar a ser tema de projeto, mas talvez eles ganhem mais respeito, tem muita gente que menospreza a ronda porque são ‘só guardinhas’. Em terminal de ônibus, por exemplo, observo que eles trabalham bem, mas acho o título de polícia impõe mais autoridade”.

A vendedora Sara Ourives, 26 anos, questiona se troca de nomes tem relação mais com a ‘autoestima’ da guarda e, se aprovada a medida, não traria reflexos negativos. “A gente já vê alguns casos de abuso de autoridade, boa parte da guarda já anda armada, por que eles querem ser policiais se a vaga de trabalho é para guarda? Acho desnecessário”, diz.

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