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Em ritmo de 'tartaruga', obra do Exército na Brilhante deixa prejuízos para comerciantes

Donos de lojas dizem que ficam sem faturar por causa das constantes interdições

11 NOV 2017
Dany Nascimento
07h00min
Foto: Dany Nascimento

Os comerciantes da Avenida Brilhante revelam que vivem em situação de 'caos' por causa da obra de recapeamento realizada pelo Exército, em parceria com a prefeitura da Capital. Eles destacam que ficam felizes com o benefício de receber a obra, porém a ‘lentidão’ ao efetuar o serviço vem gerando prejuízos.

Dona de uma floricultura, Leciane de Pauli, 34 anos, disse ao TopMídiaNews que a obra é bem-vinda, mas a demora para desenvolver os serviços no local preocupa os comerciantes, que têm as lojas invadidas pela poeira. “A obra em si é bem-vinda, só que a poeira invade as lojas e eles demoram muito para desenvolver o serviço. É muita gente para pouco serviço, às vezes tem seis olhando e dois fazendo. Acredito que falta programação para que o serviço seja efetuado com mais agilidade”.

A comerciante destaca ainda que, como a primeira e segunda fase da obra foram desempenhadas em ‘meia pista’, a grande preocupação é com a nova fase, que deve voltar a interditar a via e deixar comércios cobertos por poeira. “Eles fizeram metade da pista, vieram aqui avisar que iam interditar, quando poderiam ter feito tudo de uma vez para evitar transtornos para os comerciantes. Os clientes não conseguem chegar aqui na loja e depois fica uma grande poeira, não estou reclamando da obra em si, mas da forma como ela está sendo aplicada”.

Cliente dos comércios no local, Antonio Carlos da Silva, 29 anos, afirma que evita trafegar pela Rua Brilhante devido a obra. “Eu evito passar por aqui, procuro outros comércios para evitar porque a obra de meia pista faz com que o carro fique tremendo. E também pela poeira, tem muita terra aqui por conta da obra. Só em último caso para vim aqui mesmo até essa obra acabar”.

O empresário afirma que a conclusão do recapeamento deve gerar pontos positivos aos comerciantes da Brilhante, mas até lá, o jeito é evitar. “Claro que depois que tiver pronta vai ficar uma maravilha, como nenhuma rua em Campo Grande, porque todas estão condenadas. Mas até isso acontecer, eles ficam no prejuízo porque eu prefiro evitar esse transtorno e procurar outros pontos na cidade”.

Karina Marques de Souza, 33 anos, que possui uma loja de roupas na Avenida concorda com os entrevistados e destaca que, quando a obra está em execução, precisa manter as portas fechadas para não perder mercadoria. “Quando eles estão mexendo, eu tenho que ficar trancada e abrir a loja só quando aparece um cliente para não perder mercadoria com a poeira. É complicado porque corro o risco de não poder vender, cliente nenhum vai levar a obra em consideração e levar uma peça suja para a casa”.

O TopMídiaNews entrou em contato com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, que informou que “as obras de recapeamento da Brilhante (trecho do corredor de transporte sudoeste) estão dentro  do cronograma e, como em toda intervenção urbana, ocorrem transtornos transitórios que a prefeitura em conjunto com o Exército e representantes dos comerciantes e moradores da região, têm procurado amenizar. As interdições têm sido parciais, de modo que não haja prejuízo ao movimento do comércio”.  

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