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Esquecidos pela polícia, moradores do Jardim Pênfigo evitam até carregar celular

Comerciantes e moradores relatam que já foram assaltados mais de quatro vezes e não acreditam na segurança pública

2 DEZ 2017
Dany Nascimento
07h00min
Foto: Wesley Ortiz

Moradores e comerciantes demonstram falta de esperança ao falar da segurança oferecida na região e, após serem alvos de bandidos, disparam: "Não acreditamos em mudanças, somos reféns de bandidos e sempre seremos”. Diversos comerciantes relatam que já foram assaltados, alguns mais de quatro vezes e nem mesmo câmeras de segurança inibem a ação dos assaltantes.

A dona de um estabelecimento comercial, que prefere não se identificar, afirma que bandidos invadiram o local em plena luz do dia e ‘tocaram o terror’. “Estava eu e meu filho cuidando da loja, mas eles não respeitam nem criança. Mandava calar a boca, xingavam e ficaram com a arma apontada o tempo todo. Vivemos assim, reféns de bandidos. Polícia, você até ver passando, mas é só desfilando porque rondas mesmo não são realizadas. Não temos esperança de nada mais aqui”.

Ela destaca que a loja já foi assaltada diversas vezes. “É sempre um susto, mas já estamos no quinto assalto. Um bandido está preso, mas de que adianta, todos os outros estão na rua e as minhas coisas eu nunca recuperei. Trabalhamos para sustentar a malandragem, que fica pelas ruas roubando os outros”.

Concordando com as afirmações da colega, Luiza Helena Zanrre, 47 anos, que mora na região há nove anos, destaca que após ver um mercado ser assaltado diversas vezes, tirou dinheiro de onde não tem para tentar impedir a ação em seu estabelecimento comercial.

“Eu coloquei grade aqui porque tenho medo, trabalho o dia todo aqui e fico com medo. Eles invadiram o mercado, levaram dinheiro e isso não foi apenas uma vez. Comprei grade para colocar porque tenho medo de que, durante à noite, eles entrem na loja. Temos que fazer isso, tirar condições de onde não temos porque contar com a segurança pública é a mesma coisa que nada”, afirma Luiza.

A vendedora explica que avista viaturas passando, mas rondas não são realizadas. “Eu vejo viaturas passando, mas para atender ocorrências daí acabam cortando pelo bairro, mas ronda de verdade não temos. Se com polícia é perigoso, imagina sem polícia”.

José Carrilhe de Souza, 52 anos, destaca que mora no bairro Jardim Pênfigo há mais de 30 anos e, para sair de casa, evita levar o celular com medo de ser mais uma vítima. “Eu saio de casa e tenho medo de levar o celular, se acontecer algo na rua eu não tenho nem como avisar a família porque não levo celular para não ser roubado. Aqui é muito perigoso, as pessoas não podem caminhar em paz pelas ruas que são surpreendidas por bandidos, os mercados são invadidos, casas são invadidas. Hoje o cidadão tem que escolher entre trabalhar ou cuidar da própria casa”.

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