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Pai de estudante que matou advogada pode ter acobertado outro acidente provocado pelo filho

Engenheiro declarou que tinha deixado o filho no local "apenas" para tomar conta das coisas caso fosse necessário

7 NOV 2017
Liziane Berrocal
18h48min
Foto: André de Abreu

Além do acidente que vitimou a advogada Carolina Albuquerque, 24 anos, o  acadêmico de medicina João Pedro da Silva Miranda Jorge, 23 anos, também é suspeito de ter se envolvido em um outro acidente em janeiro deste ano. Porém, quem assumiu a responsabilidade pelo volante, teria sido seu pai João Carlos da Silva Jorge, 63 anos.

O caso aconteceu por volta das 21h50 do dia 17 de janeiro deste ano, quando uma caminhonete Frontier invadiu a preferencial e colidiu em um Uno, que estava cruzando a rotatória na ocasião. Ismael dos Reis Sena Júnior e sua mãe Regina Sena, de 69 anos, ficaram feridos e foram socorridos pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

No boletim de ocorrência lavrado pela polícia ficou a suspeita de que não seria o engenheiro João Carlos da Silva dirigindo a caminhonete, pois o nome do condutor inicialmente foi dado como Pedro, ficando a cargo da polícia investigar o caso. Em depoimento à polícia, João Carlos afirmou que teria saído do local do acidente, pois passava por problemas de saúde como pressão alta e arritmia cardíaca.

O engenheiro ainda declarou que tinha deixado o filho no local para tomar conta das coisas caso fosse necessário, mas que ele entendeu que estava tudo esclarecido porque que o socorro já tinha chegado e resolveu ir embora. Porém, no depoimento das vítimas, não há nenhuma menção sobre a presença de João Carlos, que afirmou em depoimento sobre a presença de um filho sem especificar o nome. Ou seja, se era João Pedro ou o irmão dele, João Vítor, que também estava no carro no momento do acidente que vitimou a advogada Carolina.

Para justificar ter deixado o veículo no local do acidente, João Carlos afirmou que tinha sido uma orientação da seguradora. Ele ainda alegou que auxiliou as vítimas com o valor de R$ 200 para a compra de medicamentos, tendo o valor sido depositado na conta de um dos envolvidos, sem dizer se foi para Ismael ou na conta de Cesina, ambos feridos no acidente.

Desde então, o caso corre na Justiça, mas sem avançar muito, não tendo nem mesmo o posicionamento do Ministério Público Estadual ou colhido depoimentos de outros envolvidos, que seria o caso de João Pedro apontado como o filho que ficou no local para auxiliar as vítimas.

Levanta-se ainda mais suspeitas pelo fato de que no acidente que vitimou Carolina, segundo testemunhas, o estudante de medicina fez menção a outro acidente que teria se envolvido.

A reportagem tentou contato tanto com o Ismael quanto Cesina pelos números que ficam disponíveis no boletim de ocorrência, porém  não houve retorno das ligações

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