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‘Pequenos gênios’: Alunos da Reme fazem próprios foguetes em campeonato na Capital

Crianças e adolescentes mostraram suas habilidades nas criações com produtos recicláveis

17 MAI 2018
Amanda Amaral
16h36min
Foto: Wesley Ortiz

O 1º Campeonato de Foguetes de alunos com altas habilidades da Reme (Rede Municipal de Ensino) mostrou o quanto a criatividade, educação e amizade andam juntos. Na Praça do Papa, Vila Sobrinho, em Campo Grande, quinze estudantes da Escola Municipal Padre José Anchieta, voltadas a alunos com superdotação, mostraram suas engenhosidades.

O objetivo da ação é promover a inventividade dessas crianças e adolescentes, que possuem ritmos acelerados de aprendizado. No campeonato, os foguetes foram feitos de materiais recicláveis, como garrafas pet e canos de PVC, e os critérios de avaliação abrangiam estética e distância.

Legenda da Foto

Especialista em educação especial e neuropsicopedagoga, Cléia Auxiliadora de Assis Yto explica como foi o processo de elaboração dos objetos ‘espaciais’. “Eles amam desafios, então este é mais um, dividido em três fases: introdução, estudo e prática, onde eles soltam a criatividade aplicando o que aprenderam, entre outras coisas, noções de física e química. São três tipos de combustível, água pressurizada, vinagre e bicabornato e gelo seco”, resume.

Aos seis anos de idade, Emanuel Oliveira Carvalho fez um foguete maior que sua própria altura. “Fiz em casa mesmo, depois de assistir muitos vídeos e aprender na escola também. O primeiro deu errado, agora vai dar certo!”, diz, animado com a criação.

Sua mãe, Camila Oliveira, 29 anos, comenta o quão positiva foi a entrada de Emanuel na unidade escolar voltada para alunos com alto rendimento. “Começamos a perceber que ele ficava frustrado na sala de aula, porque terminava tudo antes dos colegas, não gosta de repetição, tem a memória muito boa. Agora ele se sente estimulado, sempre em ação”, conta.

Outro competidor, Lorenzo Gabriel Rossato, 14 anos, conseguiu fazer um foguete que percorreu uma distância de 30 metros. Junto ao colega Caio Henrique Pimentel de Souza, 13 anos, a invenção levou um mês para ser concluída.

Escola especial

Na escola Padre José de Anchieta são trabalhadas as inteligências linguística, musical, lógica matemática e ciências, inteligência espacial, corporal, também conhecida por cinestésica, emocional, intrapessoal, interpessoal e naturalista. A professora Cleia explica que a proposta de atendimento educacional especializado aos alunos com altas habilidades tem fundamento nos princípios filosóficos que embasam a educação.

“Hoje, devido a complexidade do mundo, as crianças estão mais preparadas para resolver problemas, por isso, apesar de ser importante conhecer os talentos e habilidades dos filhos, é necessário oferecer ferramentas para que ele desenvolva suas habilidades”, afirma.

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