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Policial se defende e garante que não intimida invasores do Montevidéu

Antônio disse que luta como morador para retirar os invasores de uma área que deveria ser preservada

10 FEV 2017
Dany Nascimento
13h10min
Foto: André de Abreu

Apontado pelos invasores da região do bairro Montevidéu como o Policial Militar que tenta intimidar as famílias no local, Antônio Edson Gonzaga afirmou ao TopMídiaNews que vem tomando providências como morador da região, na tentativa de fazer com que os invasores deixem a área, que segundo o militar, seria uma bacia hidrográfica de que necessita de preservação.

Edson destaca que esteve no Planurb (Instituto Municipal De Planejamento Urbano) e adquiriu um documento que comprova que a área deveria ser preservada e não habitada como nos últimos dias.

 "Eu fui na prefeitura, fui na Planurb, busquei maneiras legais, jamais chegaria no local fazendo algo que não fosse legal. Estou há 19 anos na corporação, sou bacharel em direito e conheço um pouco o sistema. Tem um estudo da Planurb, solicitado pela Procuradoria Geral que informa que ali é uma bacia hidrográfica, que tem que ser preservada. Aquelas pessoas não podem ficar ali, a Planurb orientou que a área fosse toda revitalizada. Esse parecer é do ano passado. Montei um abaixo assinado, junto com outros moradores, com objetivo de pressionar o poder público a retirar as pessoas daquele local", diz o policial.

Questionado sobre as afirmações dos moradores, de que estaria agindo na região a mando do prefeito Marquinhos Trad (PSD), Antônio nega e diz que as atitudes que toma no local é na condição apenas de cidadão. " Não existe nada a mando do prefeito. Vou acionar esse cidadão judicialmente, com uma ação cível contra ele".

Sobre entrar nas casas com arma em punho, Edson disse que entrou em uma casa apenas uma vez, para flagrar um crime. "Eu invadi no dia 24, a casa de um rapaz identificado como Juliano. Eu abordei uma senhora na rua, porque alguém já tinha me passado umas informações e eu desconfiei dela. Ela estava com produto, eu estava de serviço e comecei a conversar com ela. Ela disse que era produto de um rapaz, era uma guitarra, produto de furto. Liguei 190, chamei viatura da área e ela indicou o local onde estava o rapaz. Fui com a viatura da área, invadimos a área, porque acontecia um crime lá dentro. Ai ele admitiu que fez um furto na Mata do Jacinto. Fomos até o local, saímos ali com ele, os demais foram abordados, tinham passagem já, mas como não estavam com nada, foram liberados. Na casa desse rapaz, encontramos diversos produtos que haviam sido furtados. Depois fomos até a casa da vítima. Recuperamos esses produtos. Tenho todos os boletins de ocorrência sobre todas as situações".

De acordo com o policial, a intenção dos invasores é fazer com que o poder executivo legalize os terrenos para que eles consigam vender e obter o dinheiro em mãos. " Eles querem legalizar a área para depois vender. Entre os invasores, tem a dona Márcia, que já está em sua terceira invasão. Eles já fecharam meu carro, fecharam a rua, tive problema com eles. Não saquei arma no dia, acionei viatura e foi resolvido. Depois, um outro rapaz, o Alexandre estava envolvido, me ameaçou, eu fiz boletim, mas não consegui identificar ele no dia. Da outra vez, foi o Alexandre e Higor que me ameaçaram, dai resolvi documentar, vou agir com eles dentro da legalidade, mas se partirem para a integridade física, eu vou responder a altura".

Conforme Gonzaga, um idoso de 73 anos é o único que possui uma autorização precária para habitar o local. "Um cidadão de 73 anos tem autorização precária para ficar no local, está vencida, mas ele é o único que tem autorização para ficar, mas como a prefeitura não falou nada, ele foi ficando e está lá até hoje. Ele me procurou pedindo ajuda, dizendo que estava sendo pressionado e ameaçado, falei que eu não podia fazer nada. Eu não posso fazer nada, o que estou fazendo é na legalidade".

 

 

 

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