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Antes local de lazer, praça no Zé Pereira vira residência fixa de usuários de drogas

Os moradores clamam por uma área de lazer e projetos esportivos para adolescentes na região

14 JUL 2018
Dany Nascimento
07h00min
Foto: Dany Nascimento

A falta de lazer no bairro Zé Pereira, em Campo Grande, continua sendo o principal problema apontado pelos moradores da região, já que a praça da Rua Sagarana, que deveria ser utilizada para o encontro entre amigos e familiares, se tornou o ponto de encontro de usuários de drogas.

Moradores e comerciantes relatam que a praça está totalmente abandonada pelo Poder Público, encoberta por matagal e lixo. Dono de um comércio há nove anos na região, Carlos Augusto Freitas, 50 anos, afirmou ao TopMídiaNews que a prefeitura deveria investir mais na qualidade de vida da população.

“Acho que falta investimento para que as pessoas vivam melhor, aqui não tem um ponto de lazer, tanto que basta caminhar pela praça para ver a molecada usando droga, sentada no meio do lixo, no meio do mato, porque a praça está totalmente abandonada, largada”, diz Carlos.

O comerciante destaca ainda que falta um projeto voltado para o esporte para retirar os jovens das drogas. “Tinha que ter um projeto esportivo e não tem. Muitos jovens ficam usando droga, perambulando pelo bairro porque não tem o que fazer. Eu acho que a prefeitura deveria se preocupar mais com essa situação, porque eles são o futuro da cidade, precisamos de pessoas ocupadas, trabalhando a mente para coisas boas”.

Assim como Augusto, Josiane Oliveira, 35 anos, acredita que a aglomeração de usuários na praça se dá devido a falta de policiamento na região. “Não tem polícia, eles não fazem rondas no bairro porque, se fizesse, não teria um monte de moleque usando drogas ali. A praça tinha que ser limpa, bem cuidada porque é a única coisa que temos no bairro, mas não adianta, ela pertence aos usuários”.

Uma moradora, que prefere não se identificar, diz que a sobrinha foi assaltada ao descer do transporte coletivo e caminhar em direção de casa. “Minha sobrinha desceu ali era umas 21 horas, foi abordada e ficou sem celular. Eles procuram um alvo e encontram. Não podemos caminhar perto da praça durante a noite, que é mais perigoso que de dia”.

Johnny de Lima, 27 anos, que reside no local há mais de 9 anos, afirma que o grupo de usuários aterroriza a população. “Eles tocam o terror sem dó. Ficam ali rindo, fumando, bebendo e ainda roubam quem passa. Há anos pedimos atenção da prefeitura, mas conseguimos apenas em época de campanha eleitoral, quando eles querem votos dai aparecem prometendo céu e terra, mas nunca cumprem o que prometem”.

Outro lado

O TopMídiaNews entrou em contato com a prefeitura para saber sobre possíveis manutenções na praça, mas até o fechamento desta matéria, nenhuma resposta foi encaminhada.

A reportagem também tentou contato com o governo do Estado, responsável pela Polícia Militar, mas até o fechamento desta matéria, nenhuma resposta foi encaminhada.

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