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Projeto de lei para barrar 'supersalários' gera esperança nos campo-grandenses

Prisão para quem receber salário exorbitante deve diminuir desigualdade social

15 JUL 2018
Bruna Vasconcelos
18h10min
Senhora acredita que servidores vão ficar pressionados Foto: Wesley Ortiz

A população de Campo Grande acendeu um fio de esperança contra a desigualdade social com a possível aprovação do projeto de lei que criminaliza o pagamento de salários acima do previsto em lei. Atualmente, a maior remuneração do serviço público é o de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), podendo chegar no máximo em R$ 33.763. Algumas categorias, no entanto, incorporam gratificações e chegam a alcançar salários exorbitantes. 

O relator do projeto, deputado Rubens Bueno (PPS-PR), acredita que limitar o pagamento dos supersalários deverá gerar uma economia de até R$ 2,3 bilhões aos cofres públicos. O projeto engloba todos os servidores públicos e terceirizados das esferas municipal, estadual e federal. As distorções salariais incomodam os moradores da Capital que acreditam em uma possível intimidação caso o projeto seja aprovado.

"Vai ser bom porque eles (servidores) vão ficar com um pé atrás na hora de agregar muitos benefícios e passar o piso salarial. Como vai ter alguém para fiscalizar e punir, eu acho que eles vão se sentir pressionados a ter uma remuneração de acordo com o trabalho desenvolvido", afirma Zelia Gomes, de 77 anos.

Apesar de nascer em outra geração, Rafael Andrade, de 33 anos, compartilha da mesma opinião que a aposentada. O jovem tem a esperança da criminalização do supersálario diminuir a desigualdade social que assola a atual situação financeira do país.

"Sou totalmente a favor dessa lei que vai punir quem tiver recebendo salário excessivo. Existe muita desproporção entre as classes sociais brasileiras e se houver uma punição, essa diferença pode ser menor."

O projeto prevê uma pena de 2 a 6 anos de prisão para quer for flagrado recebendo verbas extrateto sem amparo legal.

Mato Grosso do Sul

Dos oito deputados federais por Mato Grosso do Sul, pelo menos seis apresentaram parecer favorável ao projeto de lei.

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