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Ficou na promessa! Despejados da Cidade de Deus lembram campanha e denunciam Marquinhos

Prefeitura não dá informações sobre construção das casas populares na região

16 FEV 2017
Liziane Berrocal
19h00min

A situação das 326 famílias transferidas da favela Cidade de Deus mais uma vez chegou no limite. Após a esperança ser "renovada" com a eleição de uma nova gestão, e que teria gerado expectativas graças as promessas de campanha de Marquinhos Trad (PSD), agora, os moradores reclamam da falta de ação do poder público em terminar as casas prometidas para eles.

Com o período das chuvas tudo piora, já que os barracos alagam, quem mora nos loteamentos perde o pouco que tem e a única coisa que ouve da prefeitura é um pedido de paciência. "Esse vídeo é do Teruel, da chuva de ontem, e o barraco da Neide ficou todo inundado, e falam para nós termos paciência? Mas até quando ter paciência", diz a líder comunitária More, que também já perdeu todo o material da escolinha "Filhos da Misericórdia", mantida para as crianças de um dos loteamentos.

A revolta foi tão grande que os moradores fecharam a BR 262 no início desta semana e exigiam a presença do prefeito. "Ele veio aqui em campanha, fez promessas, disse que seríamos prioridade e não cumpriu", reclama a moradora.

Num dos vídeos enviados à redação, a moradora gravou andando na água e fala: "Está igual um rio, dá para tomar banho", mostrando muita lama e uma enxurrada suja que invadiu o barraco que ela mora.

"Tanto de ofícios que nós mandamos lá, não adiantou nada, já buscamos, o dinheiro já está liberado e não tem uma resposta concreta de quando a situação vai mudar. O dinheiro já foi liberado", conta Roni, que também espera por uma moradia digna e estava com a mulher e os filhos no local. "Mas na hora de fazer promessa, eles vieram, só que conversar com a gente não veio", reclama.

Morador no Bom Retiro, Rogério Carmo também reclama das falsas promessas. "Precisamos de uma resposta a altura da situação em que nós hoje vivemos nas comunidades, pois já passou muito tempo desde a transferência da Cidade de Deus,  e até o momento não foi solucionado de vez a questão de moradia das famílias.   Aqui onde eu moro não temos infraestrutura nas ruas, a iluminação pública não está legal e quando chove, vira um lamaçal", enumera.

VEJA O VÍDEO:

Prefeitura não dá informações sobre construção das casas
Em contato com a assessoria da Prefeitura, a informação é que ainda nesta semana - a expectativa é de que seja amanhã mesmo, uma equipe será designada para fazer o rebaixamento da rua, formando, assim, um leito de escoamento para que as águas não entrem mais nos lotes.
 
De acordo com a nota enviada por e-mail, o diretor-presidente da EMHA, Enéas Netto, e o secretário-adjunto de Obras, Ariel Serra, estiveram no protesto e dialogaram com os moradores.

Sobre o término das casas, a informação é que estão sendo estudadas medidas juntamente ao Governo do Estado para "solucionar, o mais rápido possível, a situação dessas famílias".

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