Selviria Outubro
(67) 99826-0686
Doacao orgaos - outubro

Sejusp deve alugar aparelho de raio-x para destravar fila de perícias no Imol

Sem o equipamento, procedimentos não são realizados e corpos não são liberados para as famílias

15 ABR 2018
Amanda Amaral
11h30min
Foto: Reprodução

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) está em processo de locação um novo equipamento de raio-x, já que o único existente no Imol (Instituto Médico e Odontológico Legal) está estragado há meses em Campo Grande.

Conforme a assessoria de comunicação do órgão estadual, o aparelho deve ser locado pelo período de seis meses. Neste tempo, será aberto um processo de licitação para aquisição de um novo para atender as demandas do instituto, que estão travadas.

Sem os procedimentos de perícia que dependem do equipamento, denominado Arco C ou Arco Cirúrgico, muitos corpos demoram a ser liberados para as famílias realizaram velório e enterro. O Arco C elabora diagnósticos por imagem instantânea, sendo solução eficaz em centros cirúrgicos e institutos de perícia. 

Aparelho Arco C. (Foto:Ilustração)

Até então, os corpos são encaminhados para Dourados, a 221 km da Capital, para determinar as causas da morte. Como é um aparelho importado, as tentativas de manutenção deixaram de ser a melhor escolha.

A assessoria da Sejusp não respondeu sobre a quantidade de perícias em atraso, nem o tempo médio que levam para serem realizadas. Tampouco, quando o novo aparelho deve chegar ao Imol.

Na Assembleia

A situação foi pautada na tribuna da Casa de Leis de Mato Grosso do Sul no dia 3 de abril, em tom de apelo ao Governo. O deputado estadual Cabo Almi (PT) deu exemplos que ilustravam o problema.

“Façam algo para que não tenhamos que viver um fato desta natureza novamente, pois só quem sabe o que é ficar com o ente falecido nesta situação é a família", disse. Ele citou o caso de um rapaz que foi assassinado no dia 29 de março e, porque o aparelho no Imol de Campo Grande está quebrado, o corpo teve que ir para o município de Dourados e foi enterrado três dias depois. "Isso é um absurdo”, completou.

O deputado estadual Onevan de Matos (PSDB) também relatou fatos que envolviam o Imol. “Não discordo em nada sobre a questão da inoperância do Imol. Muitas famílias de várias partes do Estado vêm até mim para reclamar desta situação, em que às vezes demora 24 horas ou mais para um corpo ser liberado. O governador está vendo a possibilidade de contratar um médico perito para resolver a questão. Isso é uma ofensa à sociedade”, destacou.

Veja também