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Aumento salarial de ministros indigna sindicalistas: ‘palhaçada’

Hoje em R$ 33,7 mil, o salário dos ministros poderá ultrapassar R$ 39 mil a partir do ano que vem

11 AGO 2018
Anna Gomes
13h30min
Presidente do Sisem, Marcos Tabosa. Foto: André de Abreu

A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de incluir no orçamento de 2019 a previsão de reajuste salarial de 16,38% para os ministros da Corte revoltou sindicalistas e políticos da oposição ao presidente Michel Temer (MDB). Hoje em R$ 33,7 mil, o salário dos ministros poderá ultrapassar R$ 39 mil a partir do ano que vem.

Para o presidente do Sisem (Sindicato dos Servidores Municipais de Campo Grande), Marcos Tabosa, o aumento é uma ‘palhaçada’ com todos os brasileiros. “Temos que colocar um basta na corrupção. O aumento dos ministros é mesma coisa de nos colocar nariz de palhaço. Eles já ganham um salário enorme e ainda querem aumentar mais? O povo precisa barrar isso”, disse.

O ex-presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Roberto Magno Botareli, também comentou sobre o aumento. Ele ressalta que é algo revoltante. “Quando é aumento para o STF é de 16%, mas para o trabalhador querem oferecer 2%?  Isso está errado e acredito que a ficha do povo brasileiro está caindo”, destacou.

O militante, que já concorreu a várias disputas, Suél Ferranti, diz que antes do aumento, os salários dos ministros já é absurdo. “Bolsa família e outros projetos são migalhas. O povo não quer migalhas e sim participar. Não tem cabimento o salário aprovado pelo STF”.

Manifestação

Na manhã de ontem (10), trabalhadores e representantes de diversos sindicatos de Mato Grosso do Sul protestaram nas ruas do centro da Capital com faixas e trio elétrico. A manifestação teve início por volta das 8 horas na Praça do Rádio Clube, com pedidos de ordem contra diversos fatores, como a reforma trabalhista, reforma da previdência, desemprego e a recessão econômica.

Segundo a Polícia Militar, aproximadamente 1,5 mil pessoas participam do protesto. Os manifestantes percorreram a Rua Padre João Cripa, Avenida Afonso Pena, 14 de Julho, Dom Aquino e Calógeras.

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