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Santa Casa demite médico e sindicato acusa hospital de perseguição

Ortopedista atuava há 11 anos no local, mas criticou atual administração

6 OUT 2017
Liziane Berrocal
13h15min
Foto: Wesley Ortiz
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Victor Hugo - 28 anos

A situação da Santa Casa de Campo Grande novamente volta a ser notícia. Após várias discussões públicas, paralizações, falta de pagamento de férias, o hospital agora é alvo de denúncia do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul (Sinmed-MS).

A entidade denunciou a direção do hospital de perseguição contra o médico José Mauro Pinto de Castro Filho, que após 11 anos de serviço teria sido demitido de forma sumária e sem sequer terminar o período de trabalho que estava.

“A direção da Associação Beneficente de Campo Grande – Santa Casa, de maneira absolutamente inaceitável, demitiu arbitrariamente o referido empregado que atuou de maneira intensa no setor de ortopedia, foi chefe do serviço no período de 2012 a 2014 e diretor clínico de 2014 a abril de 2017”, diz a nota de repúdio distribuída pelo Sinmed-MS.

Segundo a nota, no dia 2, o médico recebeu o comunicado de sua demissão das mãos de um funcionário do departamento pessoal. “Ele foi interrompido no meio de sua jornada de trabalho, na qual sequer pode concluí-la, revelando o total descaso dos gestores da Santa Casa com o profissional médico que se dedica incessantemente ao hospital, aos pacientes e à saúde pública. Esta atitude nos leva a crer que a dispensa em questão, como tantas outras ocorridas ao longo de 2017, foi em retaliação às críticas que o médico vinha fazendo às condições de trabalho e questionamentos sobre a atual e incoerente forma de gestão empregada pelo hospital nos últimos meses”, explica o sindicato.

Para os médicos é notória a perseguição aos profissionais médicos que, há algum tempo vem ocorrendo naquele hospital. “Ele era formado de opinião, criticava abertamente a direção e não tinha medo de falar”, conta um médico que trabalhou com José Mauro no hospital.

“Aqui o medo está imperando”, diz outra médica pedindo anonimato.

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nando viana

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