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Testamos o Uber em seu dia de estreia em Campo Grande; confira como foi

Serviço de transporte acaba de chegar à Capital com corrida custando quase metade da cobrada em táxis

22 SET 2016
Amanda Amaral
17h10min
Foto: Amanda Amaral
IPVA GOV

Temido por boa parte dos taxistas, o Uber começou a funcionar exatamente às 14h desta quinta-feira, 22 de setembro, nas ruas de Campo Grande. O serviço de transporte concorre diretamente com os táxis, mas pratica taxas mais em conta para o cliente, além de oferecer alguns ‘mimos’ durante o trajeto.

Para conferir de perto como os motoristas estão se virando nas primeiras horas de atendimento na Capital, testamos dois percursos. Primeiramente, foi necessário baixar o aplicativo em um smartphone, cadastrar cartão de crédito e outros dados pessoais e, então, solicitar a corrida.

Saindo da Vila Glória, fomos em direção a um dos destinos mais visitados pelo campo-grandense, um shopping localizado na Avenida Afonso Pena, no bairro Cidade Jardim. O preço mínimo do percurso teria que custar R$ 5, mas no primeiro uso o Uber disponibiliza códigos de desconto de até R$ 25, que utilizamos sem problemas.

A primeira experiência teve alguns engasgos. A previsão de chegada do carro ao nosso local de partida, na tela do aplicativo previa seis minutos, que se estenderam para 20. O problema foi depois explicado por Mauro, motorista simpático que não estava ainda compreendendo bem como funcionava o aplicativo e não conhece bem as ruas da cidade.

Vindo de Joinville, em Santa Catarina, ele conta que arrumou as malas para Campo Grande assim que soube que o serviço iria recrutar colaboradores. Mauro investiu no atendimento e comprou um Hyundai modelo HB20 ano 2016, além de oferecer água gelada, balas e até mesmo barrinhas de cereal aos passageiros.


Foto: André de Abreu

“Eu já trabalhava com ônibus particular, mas decidi ser meu próprio chefe. Tem até taxista que prefere Uber, está trocando também”, disse. A rivalidade com a concorrência não aparenta ser tão grande como em outras grandes Capitais, avalia Mauro. Apesar disso, ele relatou uma pequena discussão com taxistas durante uma reunião antes de o serviço ser inaugurado.

O percurso até o shopping custou R$ 13, que não foi cobrado devido ao código de desconto. Na volta, solicitamos outro carro, que seria conduzido por Eurico Antônio. Em cinco minutos, ele chegou e embarcamos. Otimista, o motorista contou que já estava em sua 3ª corrida do dia e já muito empolgado com o novo emprego.

“Sempre fui motorista, mas particular. Se compensar mesmo vou investir em outro carro melhor, até porque só permanecemos no serviço se formos bem avaliados pelos passageiros”, diz. Para garantir uma boa renda, Eurico planejou uma rotina de trabalho pesada, das 6h às 22h, mas com intervalos conforme sentir necessidade, já que é o próprio motorista quem define a jornada.

Sem os ‘brindes’ da corrida anterior, a volta custou R$ 10, cobrado automaticamente pelo aplicativo já sem a possibilidade de ser usado o desconto. O mesmo trajeto, em um táxi comum na bandeira mais em barata do dia, custaria, em média, R$ 18.

Como funciona

Os motoristas Uber não cobram diretamente por carona, mas recebem uma remuneração de 75% da corrida diretamente da empresa, que observa na formação de seus preços a relação de oferta de motoristas conforme a demanda dos usuários e baseando-se também na duração e distância da corrida. Isso permite uma alocação mais inteligente - e econômica - do transporte urbano.

Foto: André de Abreu

As avaliações da Uber são uma via de mão dupla. Após cada viagem concluída, os usuários devem avaliar a sua experiência em uma escala de 1 a 5 estrelas e os motoristas devem fazer o mesmo. Oferecer um serviço de alta qualidade é a melhor maneira de manter uma nota alta. 

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