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Três anos depois, família ainda não tem resposta sobre morte de bebê no Regional

A família não tem dúvidas de que se trata de um erro médico

15 ABR 2018
Kerolyn Araújo, Rodson Willyams e Diana Christie
18h10min
Foto: Arquivo/Diana Christie

Três anos se passaram desde a morte do menino Luiz Gustavo Barboza Ferreira, de nove meses, no Hospital Regional, em Campo Grande, após um suposto erro médico. Luiz tinha hemofilia - doença genético-hereditária que ocorre exclusivamente no sexo masculino - e ficou cinco dias internado.

Segundo o pai da criança, Luiz Ferreira, 41 anos, a família aguarda na Justiça que o caso seja esclarecido, já que até o corpo da criança foi exumado. ''Ainda estamos sem respostas. Saiu um laudo, mas ninguém diz nada. Só espero que a justiça seja feita e a médica pague pelo erro para que outras pessoas também não morram por causa dela", disse.

O caso

O bebê fazia tratamento na unidade hospitalar e, no dia 12 de março de 2015, foi levado pelos pais para dar continuidade ao atendimento.  No entanto, assim que chegou para tomar a medicação, os enfermeiros não estavam conseguindo achar as veias na criança.

A enfermeira tentou aplicar a medicação na jugular da criança. Sem sucesso, os enfermeiros pediram para que os pais retornassem no dia seguinte ao Regional. "No mesmo dia à noite, ele começou a chorar e não ficou bem. O pescoço dele começou a ficar escuro", relatou Roseli Barboza, mãe da criança. 

No outro dia, os pais retornaram ao hospital e a médica, ao ver o hematoma no pescoço da criança, já o internou imediatamente. "Durante a madrugada de sexta-feira para sábado, o bebê ficou com dificuldade de respirar e a médica plantonista se recusou a atender. Só no outro dia, às 10 horas da manhã, a médica que cuidava do caso o intubou e o levou para o CTI. No domingo ainda consegui ver o meu filho e à tarde (ele) veio a óbito", contou a mãe, emocionada.

Óbito

O atestado de óbito diz que a causa da morte do bebê foi hemorragia pulmonar e edema agudo de pulmão, com a pressão de vasos servicais por hematomas. A família não tem dúvidas de que se trata de um erro médico.

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