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Completando 40 anos, MS se transformou em grande potência econômica do país

Mato Grosso do Sul tem crescimento acima da média nacional e apresenta economia diversificada

11 OUT 2017
Rodson Willyams
07h00min
Foto: Reprodução

Com economia diversificada, produção de energia renovável e crescimento acima da média nacional, Mato Grosso do Sul completa hoje, 11 de outubro, 40 anos de emancipação política do estado do Mato Grosso. O processo de separação ocorreu em 1977, com a sanção presidencial de Ernesto Geisel e, desde então, o Estado tem evoluído, se destacando no cenário nacional.

Segundo o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), Mato Grosso do Sul tem aparecido bem nos índices. "Hoje somos o 3º PIB do país, 5º em competitividade, 2º em investimentos, 2º em geração positiva de emprego, tudo isso em 40 anos. O estado ficou extremamente competitivo. Nós estamos também em 1º lugar na transparência. Não temos receio de publicar nada. Temos uma Controladoria, temos 40 mil servidores ativos para fiscalizar. Vejo horizontes saudáveis para nós nos próximos 40 anos".

Para 2017, o crescimento previsto para o estado pantaneiro é de 2,5% do PIB (Produto Interno Bruto). "O previsto para o país será de 0,5% do PIB. Nosso crescimento será o maior", lembra Jaime Verruk, titular da Semagro (Secretaria de Produção e Agricultura Familiar de MS).

Crescimento populacional

Ainda de acordo com Verruck, atualmente somos 2,6 milhões habitantes. "Os maiores municípios são Corumbá, Três Lagoas, Campo Grande e Dourados. Mas há municípios que não tem muita gente, daí o nosso desafio em levar indústrias".

Mesmo assim, o Governo do Estado deve investir em todos municípios, mas focando também naqueles que tem apresentado crescimento além do esperado como é o caso de Sidrolândia, hoje com 54 mil habitantes. Outros municípios como Nova Alvorada do Sul e Ponta Porã, estariam no mesmo ritmo.

Setor Produtivo

Verruck lembra que, nesses 40 anos, a produção de grãos mudou. "A estrutura de produção mudou. Nós temos 2,6 milhões de hectares de soja e milho. Mas o nosso desafio é ampliar a produção, por exemplo, das áreas de inverno.  Hoje são 750 mil hectares ociosos durante o período. Nós estamos vendo o que podemos fazer, vendo outras culturas, como o trigo ou o girassol".

Na pecuária também há desafios. "Temos um rebanho de 21.357 milhões de cabeças de gado. O nosso desafio está na estrutura dos frigoríficos, mesmo se estivessem trabalhando em total vapor, ficaríamos com 40% de ociosidade".

Suinocultura é outra área a se desenvolver. "Hoje nós importamos suínos gordos de outros estados para abate. São 500 cabeça/dia. Há os leitões também. Mas por meio do FCO estamos conversando para conseguir atrair produtores para investir, nós temos tudo, menos o porco".

No setor sucroenergético, "as usinas estão focadas na produção do açúcar. Mas temos a produção do etanol, energia renovável por meio do bagaço da cana. Hoje o setor está melhorando a produção agrícola da cana-de-açúcar em nosso Estado".

Outro setor em expansão é o da celulose. "Nós somos um vale da celulose. Nós temos a cultura do eucalipto, hoje é 3ª economia do Estado. Nós temos plantação deste eucalipto, que não é a usado pela celulose, e vemos a necessidade de mais uma empresa da celulose. O metro cúbico está caindo e isso nos preocupa".

Os produtos de exportação são diversificados: grãos 33%, carne 20%, celulose 23%, mineiro são três milhões, e no setor sucroenergético, açúcar de 78%.

Desafios

Eduardo Riedel, secretário de Gestão Estratégica, diz que o Governo do Estado trabalha para equacionar a dívida ativa do Estado e a missão também será revisão da previdência.

Outro ponto é logística, uma vez que o governo tem recuperado pontes, estradas e, entre os desafios a seguir, está a recuperação da malha ferroviária, além da instalação dos portos e hidrovias.

Por fim, o governador Reinaldo Azambuja afirma que, "os 40 anos que vêm de uma sequência de atividades. Valeu a pena a divisão. É um Estado com diversificação de economia, hoje não somos mais um binômio, pecuária e agricultura ou seja, boi e soja. Hoje temos 12 produtos de exportação, nós queremos transformar os produtos, carne em proteína, energia renovável e valor agregado em outros produtos". 

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