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Avó pede ajuda para neta que precisa fazer transplante em SP

Antes, menina precisa passar por uma cirurgia em Campo Grande

14 JUN 2018
Rodson Willyams
15h14min
Foto: Reprodução / Arquivo Familiar

Com dedicação exclusiva há 10 anos, Marlene Lopes, de 55 anos, pede ajuda para levar a neta de 13 anos para São Paulo. Ananella é portadora de hidrocefalia, mielomeningocele, e devido à doença, se tornou renal crônica e agora precisa fazer o transplante de rins.

No entanto, antes de seguir viagem para a capital paulista, a menina precisa passar por uma operação de fechamento da bexiga, já que sofre de bexiga neurogênica, em Campo Grande. Sem dinheiro para custear a cirurgia e a viagem, a avó pede ajuda.

"Eu larguei tudo o que fazia, trabalhava em um hotel em Bonito, saí de lá e mudei de vez para Campo Grande para cuidar dela. Quando a minha neta nasceu, fui a Corumbá para conhecê-la. Quando a vi e soube que ela tinha a doença, no mesmo dia, eu já estava voltando para Campo Grande para que ela pudesse fazer cirurgia", lembra a avó.

Marlene afirma que os custos para manter a menina são altos e ela não tem condições de arcar com tudo. "Os pais dela me ajudam no que podem, em Corumbá também não tem médicos especialistas e por isso ela mora comigo. O dinheiro que vem é dela também, o Loas, que ajuda na compra de remédios e roupas. Por isso, peço ajuda".   

Em razão da doença, a menina faz hemodiálise em um hospital da cidade. "Ela está com 15% de funcionamento renal, preciso urgentemente fazer o fechamento e o alargamento da bexiga. E ao que tudo indica irei em breve para São Paulo, lutar por um transplante de rins. Preciso de ajuda pra isso, não trabalho e me dedico aos cuidados dela".

Avó lembra que alimentação de Anabelle é balanceada e à base de legumes. "Ele tem uma alimentação bem restrita, por isso eu também peço ajuda".

E finaliza: "às vezes fico nervosa por algum motivo que o médico me fala, que me deixa apavorada. Ela percebe, pede para eu ficar tranquila. Às vezes ela me fala: vó fica calma que eu não vou morrer jovem. Então, eu luto por ela, dou a minha vida por ela. Tive três filhos homens e nunca tive uma menininha. Foi Deus que mandou ela pra mim. Luto com ela dia e noite, cuido e protejo, dou remédio na hora certa, levo na escola. Ela me dá muita força", diz emocionada.

Ajuda

Para ter uma reserva, Marlene criou um evento de colaboração online, no Vakinha Online, aqui quem quiser pode fazer a doação. Ou quem preferir, pode doar qualquer quantia na nesta conta. Agência 4421-0, Conta Corrente 5151-9, no Banco do Brasil.

Quem quiser também colaborar com ajuda em doação de medicamentos, cateteres, fraudas, e até alimentos, pode ligar no telefone (67) 9.9110-5198 ou podem ir diretamente na residência que fica na Rua Tunita Mendes, 652, no Bairro Portal Caiobá, em Campo Grande.

Marlene conta que quem quiser conhecê-la, pode ir. "Mas só nos avise. Porque, às vezes, podemos estar no médico ou na hemodiálise".  A dona  Marlene ainda lembra que está fazendo duas rifas, uma de aquário e outra de uma cafeteira que ganhou de doação. "A rifa do aquário é R$ 10 e da cafeteira é R$ 5. O sorteio será pela loteria federal", finaliza.

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