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Com forte apelo ecológico, começa a pavimentação da rodovia BR-419

O primeiro lote da obra foi licitado para a empresa Paviservice Serviços de Pavimentação Ltda que tem o prazo de dois anos para sua conclusão. O valor total do lote é de R$ 120 milhões

11 AGO 2018
Imasul
10h05min
Foto: Divulgação/Imasul

Começou na sexta-feira (10) a pavimentação da BR-419, rodovia que liga as regiões Norte e Oeste de Mato Grosso do Sul e ao longo dos 224 quilômetros de extensão margeia a região do Alto Pantanal, cenário de belezas naturais com suas matas e morrarias que prometem fazer dessa rota a mais atrativa do Estado. O lançamento das obras aconteceu às 9h, em Rio Verde, com as presenças de três ministros: Carlos Marun, da Casa Civil; Vinicius Lummertz, do Turismo e Valter Casemiro Silveira, dos Transportes.

Pelo forte apelo ecológico da rodovia, o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), órgão responsável pelo licenciamento da obra, destacou uma equipe técnica para trabalhar exclusivamente no processo. Desta forma foi possível, em tempo recorde para projetos dessa magnitude, analisar todos os estudos e fazer os ajustes necessários, e em menos de três meses a Licença para início dos trabalhos foi emitida. O próprio diretor presidente do Imasul, Ricardo Eboli, compareceu ao ato para entregar o documento, num gesto que reafirma a importância da obra do ponto de vista ambiental.

“Quando há planejamento, competência técnica e interesse por parte do empreendedor, o órgão ambiental consegue dar a resposta no tempo necessário”, disse Eboli, parabenizando o empenho do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes) e da empreiteira contratada no encaminhamento da documentação exigida para o processo de licenciamento.

Entre as exigências feitas pelo Imasul para emitir a Licença Ambiental estão a elaboração de Plano Ambiental de Construção e Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos; controle de processos erosivos e recuperação das áreas degradadas, programas de proteção da fauna com monitoramento da passagem sobre a pista e eventuais atropelamentos e um programa contínuo de educação ambiental para conscientizar os motoristas e moradores das margens da rodovia sobre a importância de se conservar o meio ambiente e proteger a vida dos animais.

Primeiro trecho

A licença permite o início dos trabalhos no percurso de 52,5 quilômetros da rodovia, que liga as cidades de Rio Verde e Rio Negro. Esse trecho ainda não compreende o perímetro peri-pantaneiro. Os lotes 2 e 3, cujos projetos executivos ainda estão sendo elaborados, já adentram a região do Alto Pantanal e nesses casos as exigências ambientais podem ser maiores. “O Imasul tomará todos os cuidados necessários para garantir a continuidade das obras garantindo os mínimos impactos ambientais”, afirmou Eboli. O quarto lote vai levar o asfalto até a cidade de Aquidauana; esse já está licitado e havendo recursos, as obras podem começar pela outra ponta da rodovia.

O primeiro lote da obra foi licitado para a empresa Paviservice Serviços de Pavimentação Ltda que tem o prazo de dois anos para sua conclusão. O valor total do lote é de R$ 120 milhões, sendo que quase todo recurso já está alocado no Orçamento da União, afirmou o ministro Valter Casemiro. Ele acredita que as obras desse lote fiquem prontas antes do prazo estipulado, em no máximo um ano e meio, e cita como motivo o fato de a própria empreiteira ser encarregada de elaborar os estudos e projetos necessários. “Isso dá agilidade porque a empresa quer concluir o mais rápido possível, então não há demora na elaboração dos projetos.”

A pavimentação da BR-419 em toda sua extensão tem custo estimado de R$ 600 milhões e quando for concluída, abre-se uma nova rota ligando as cidades da Região Norte (Sonora, Pedro Gomes, Coxim, Rio Verde, São Gabriel do Oeste, Rio Negro) às cidades de Aquidauana e Anastácio, e encurta o caminho para Miranda, Corumbá, Ladário, Bonito, Jardim, e toda região Sudoeste. A obra é aguardada com ansiedade há anos pelos moradores dessas regiões e, sobretudo, pelos empresários do turismo estabelecidos na região peri-pantaneira, que podem ver seus negócios turbinarem com a chegada do asfalto.

Tanto que participaram do ato de lançamento das obras prefeitos de todas as cidades da Região, além de produtores rurais e comerciantes.

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