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Com pouca adesão, carreata de produtores rurais usa tratores e cavalos para chamar atenção

Cerca de 100 pessoas participam do protesto; sobrinho de candidato lidera movimento

29 SET 2016
Diana Christie e Airton Raes
15h10min

Sem apoio das principais entidades que representam o setor produtivo como a Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) e o Sindicato Rural, a carreata do ‘Movimento dos Produtores Independentes’ começou com cerca de 100 pessoas em Campo Grande. A expectativa era reunir cerca de 800 manifestantes, mas os participantes usam cavalos e tratores para chamar a atenção.

O secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Eduardo Riedel, acusou o movimento de práticas eleitoreiras. “Temos diálogo aberto com as instituições, aí surge um movimento desses, que não sei com quem que eu falo. É um movimento puramente eleitoreiro para dar desgaste do governo. Se eu não me engano, tem o sobrinho de um candidato. Não tem pauta para isso então ficam resgatando muitas coisas do passado, chamamos para conversar, mas não querem conversar”, alfinetou. 

No entanto, segundo Pedro Pedrossian Neto, um dos organizadores, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) “abandonou as bandeiras históricas da carreira política dele” revoltando a classe produtiva. Com protesto realizado às vésperas das eleições, ele nega qualquer motivação partidária, apesar de ter o tio, Pedro Pedrossian Filho (PMB), concorrendo pela prefeitura de Campo Grande.

Foto: André de Abreu

Pedrossian Neto garante que a maioria dos participantes nem vota na Capital, sendo que as pautas são a redução do o ITCD (Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação) e ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), o fim do uso do Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado de Mato Grosso do Sul) em áreas urbanas, a retomada do Programa do Novilho Precoce e o fim dos conflitos no campo.

Ainda conforme o organizador do evento, 120 fazendas estão ocupadas por índios em Mato Grosso do Sul, sendo que a maioria das “invasões” ocorreu na gestão tucana. Sobre a falta de apoio das entidades ruralistas, ele afirma que a Famasul e o Sindicato estão alinhados com o governador Reinaldo Azambuja ao invés de trabalhar em defesa da classe.

Foto: André de Abreu

Apesar de não participar da organização do movimento, o ex-presidente da Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), Chico Maia, está presente na carreata, que começou na Avenida Afonso Pena, em frente à cidade do Natal, e segue para a Governadoria. Ele explica que acompanha o manifesto na condição de produtor rural.

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