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Com vida de incertezas, professores convocados se reúnem para discutir proposta para categoria

Convocados reivindicam ampliação no contrato com o governo e mais garantias

11 JUL 2017
Diana Christie
08h22min
Foto: Deivid Correia/Arquivo

Representando mais da metade dos professores que atuam na Rede Estadual de Ensino, os professores convocados se reúnem, nesta terça-feira (11), na sede da ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública), para discutir a pauta de lutas da categoria.

De acordo com o MRCP (Movimento de Representação dos Professores Contratados), o objetivo é melhorar as condições de trabalho desses profissionais, que são contratados semestralmente e sem nenhuma garantia ao fim do contrato, geralmente no período de férias escolares.

“[Vamos] propor que a questão do período e seguridade do professor contratado esteja inserida dentro das prioridades de pauta de luta visando um projeto de lei que os beneficie e consequentemente a qualidade da educação escolar como um todo”, destaca documento divulgado pelo movimento.

A categoria reivindica a realização de contratos anuais e que o professor não receba o 13° salário e férias fracionados como é hoje, mas sim o valor acumulado em fevereiro do ano inicial do contrato, “pois é o mês de maior vulnerabilidade e incerteza para famílias destes professores, assim dando uma mínima seguridade no caso de não renovação do seu contrato para o ano posterior”.

Os contratados também reivindicam que, em caso de rompimento do contrato por parte do governo ou prefeitura, o professor receba o salário integral referente ao mês do rompimento. “Observamos que esse tema de pauta não interfere na prioridade de luta pela abertura de concursos, justificativa recorrente quando se toca no assunto dos professores contratados”, enfatizam.

Segundo a Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), em 2015, o governo contratava 10,9 mil professores para 9 mil concursados. Para a categoria, a discussão é uma questão de estratégia política. “É uma atitude de inteligência lutar por essa pauta, pois aproximaria substancialmente muitos professores se sentirem representados preenchendo o vácuo de representação existente hoje em relação a essa parte da categoria”.

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