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Mato Grosso do Sul dispõe de 12 delegacias para atender vítimas

Estupro

7 NOV 2013
Ana Rita Chagas e Willian Leite
06h00min
Foto: Geovanni Gomes

Os dados alarmantes que colocam Mato Grosso do Sul entre os estados brasileiros com maior índice de estupros no país chamou a atenção de setores voltados para as políticas públicas de enfrentamento à violência relacionada à mulher. A pesquisa, divulgada na última terça-feira (5) consta no anuário produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que se baseia em informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a coordenadora da Subsecretaria da Mulher e da Promoção da Cidadania de Mato Grosso do Sul, Tae Loschi, os dados preocupam. "Para combater a violência contra a mulher e crime sexual tem de ser por meio de uma política de guerra. Temos parceiros em lugares estratégicos como postos de saúde onde temos assistentes sociais e nos centro de referencia e atendimento da mulher. O número de estupro aumentou, porém estamos em cima e vamos diminuir, pois, nossas políticas são idôneas e sérias”, ressalta a subsecretaria.

Hoje, Mato Grosso do Sul dispõe de 12 delegacias para atender mulheres que precisam de atenção técnica e especializada. Segundo Tae Loschi, há ainda, duas casas abrigo em Campo Grande e Dourados que auxiliam as mulheres que sofreram violência sexual ou doméstica. Pelos dados de atendimento dos Centros de Referência de Atendimento à Mulher, de janeiro a setembro foram registradas 11.020 ocorrências, no estado.

Em família - De acordo com o Secretário de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, Wantuir Jacini, há muitos casos de estupros que acontecem dentro da própria família da vítima. “A taxa de estupro aumentou no estado por várias questões e entre elas está a questão familiar. Às vezes esse tipo de crime acontece entre tios, padrastos, pais de forma contínua . O trabalho nas delegacias vem sendo aprimorado no dia a dia em com certeza em breve teremos a redução desses índices em Mato Grosso do Sul”, acrescentou.

Para Tae Loschi, ums dos problemas a serem enfrentados é o tempo que a vítima demora para denunciar a violência.  “Nós trabalhamos, porém, precisamos avançar nas políticas de combate à violência, mais ainda, no que diz respeito à violência sexual.O intuito é traçar ações com metas para as mulheres que sofrem esse tipo de agressão”, frisa.

Projetos – Para 2014 estão previstos projetos que terão a contrapartida do governo federal para avançar na realização de políticas públicas de enfrentamento à violência contra a mulher no estado. A implantação do Núcleo de Atendimento às Mulheres nas Fronteiras é uma das propostas que destinará para Mato Grosso do Sul um valor orçado em R$ 500 mil. O recurso oportunizará apoio à estruturação de seis novos núcleos nos municípios de Corumbá – fronteira com a Bolívia – e Ponta Porã – fronteira com o Paraguai.

Audiência Pública – Como forma de aquecer a discussão acerca do tema, nesta quinta-feira (7), acontece uma audiência pública na Assembléia Legislativa, das 13h às 18h, para a discutir a violência praticada contra a mulher. Entre os assuntos a serem abordados está o atendimento às mulheres nas delegacias, que nos últimos meses aumentou em Mato Grosso do Sul. “Nossa missão é fortalecer a mulher e recuperar a auto-estima delas”, frisa Tae Loschi.

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