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Consumidor vira microprodutor de energia elétrica solar

Energia

8 NOV 2013
Redação
13h05min

O empresário João Eudes, 50, mora em uma residência ampla na Vila Bandeirantes, em Campo Grande, projetada com diversos tipos de claraboias e janelas amplas de vidro. Durante o dia, ele raramente tem a necessidade de ligar a luz em algum dos cômodos. Mas o que ele mostra com orgulho são as contas de energia elétrica, que baixaram em cerca de 300% há um ano, quando ele instalou em sua casa painéis de captação de energia solar fotovoltaica. “De uma conta de R$ 500, passei a pagar apenas R$ 150,00, podendo chegar R$ 50,00 referente a tarifa mínima de uso do sistema elétrico”, explica.


A aquisição do equipamento de última tecnologia se deu, primeiramente, em função de sua preocupação com o meio ambiente. “Eu sabia que haveria economia, mas não esperava tanto. Eu coloquei esses painéis em casa porque quero ficar de bem com a natureza. Me sinto melhor sabendo que estou usando uma energia não-poluente”, enfatiza o empresário.


A história de João Eudes não é incomum em Mato Grosso do Sul. A notícia sobre geração de energia elétrica por meio da captação de raios solares já está se espalhando. Na noite desta quarta-feira, 06, o empresário foi um dos seis ganhadores do Selo Solar, certificação especializada cedida pelo IDEAL (Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina), para residências e empresas que aproveitam a energia do sol para gerar eletricidade.


Segundo o CEO da empresa Solar Energy do Brasil, Hewerton Martins, que atua nacionalmente instalando projetos de captação de energia solar, a adesão de Mato Grosso do Sul à tecnologia mostra uma preocupação não só ambiental quanto social. “Esse passo é tão importante que, no ano que vem, teremos placas de energia solar em projetos do ‘Minha Casa, Minha Vida’, ou seja, a energia solar é uma realidade hoje para projetos de pequenos, médios e grande porte. Os contemplados com os selos são pessoas de visão e que viram a importância de usar hoje a energia renovável do sol”, diz.

 

João Eudes sente tanto orgulho de ser um microprodutor de energia solar que diz que, se pudesse, distribuiria para todo seu bairro. “Eu gostaria de poder dar energia barata e limpa para todo mundo na minha região. E o bacana é isso, o que eu não uso, é colocado na rede elétrica e eu fico com créditos. É um sistema que se sustenta”, analisa.

 

Entenda na prática

Durante o dia, os painéis solares de uma casa produzem, por exemplo, 10 kWh de energia. Nesse período, se a residência consome 2 kWh de energia, a sobra de 8 kWh é injetada na rede da concessionária. À noite, com as luzes acesas, digamos que o consumo seja 7 kWh de energia, este consumo é abatido do saldo de 8 kWh que foram injetados durante o dia, e ainda sobra 1 kWh de crédito. Esses créditos podem ser utilizados no momento em que estiver nublado, por exemplo. “Acumulando 1 kWh por dia, ou 30 kWh por mês. O consumidor tem até três anos para utilizar toda essa energia”, explica Hewerton. 

 

Tudo isso acontece graças às placas feitas de silício, o que, garante a sustentabilidade de todo o processo. “Produzir a energia elétrica onde há o consumo, evita perdas em linhas de transmissão, economiza água nos reservatórios da hidrelétricas durante o dia, é uma fonte de geração sem ruído e aumenta o conforto reduzindo a temperatura interna do ambiente da casa ou empresa, além das possibilidade da utilização dos painéis fotovoltaicos para coberturas de estacionamentos”, afirma o CEO. 

 

Para entender o impacto ambiental e econômico de se ter os painéis solares de energia fotovoltaica em casa, basta fazer uma conta simples: a economia gerada pelos painéis solares em seis meses, equivale a 12 lâmpadas de 60 watts desligadas por um ano ou se deixássemos de cortar 39 árvores. Outro número impactante é que, seis meses de economia utilizando a energia solar, é como se deixássemos de emitir uma tonelada de CO² na atmosfera. Tudo isso em apenas uma residência.


Fonte: Sato Comunicação

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