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Coronel presta esclarecimentos na Corregedoria da PM e reafirma perseguição do governo

Conforme do representante da Associação dos Oficiais da PM/MS, governo persegue lideranças classistas

17 JUL 2017
Kerolyn Araújo
19h00min
Foto: Wesley Ortiz

O presidente da AOFMS (Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul), coronel Alírio Villasanti, que está respondendo uma sindicância após dar declarações contra o governo do Estado, prestou esclarecimentos na tarde desta segunda-feira (17) na Corregedoria da Polícia Militar. Ele reafirmou que está sofrendo perseguição.

Conforme Villasanti, o corregedor abriu a sindicância para apurar se o coronel cometeu alguma infração administrativa ou, até mesmo, crime militar. Segundo ele, a medida foi tomada após ele se posicionar contra o governo e fazer reivindicações sobre a questão salarial. 

''Estamos buscando pelo menos a reposição inflacionária. Como representante de entidade, entendo que tenho direito de expressão e posso fazer reivindicações. Só reivindiquei aquilo que o governo disse que ia fazer. Buscamos de toda forma o caminho do diálogo", explicou.

Segundo o coronel, durante as declarações feitas para o corregedor, também foram apresentados documentos que comprovam que a entidade sempre buscou ter diálogo e o que governo deixou de cumprir aquilo que foi prometido. Para o coronel, o que está acontecendo é uma perseguição por parte da adminstração atual. 

"Eu me sinto perseguido pelo governo. Isso traz um constrangimento muito grande para a minha carreira. Tenho 30 anos de serviço e nunca fui punido e nem processado. Eu só estou cobrando aquilo que foi prometido", disse.

De acordo com Villasanti, amanhã ele irá até a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Mato Grosso do Sul (OAB/MS), pedir que a presidência acione as comissões dos direitos humanos e segurança pública para acompanhar o procedimento. "Se for necessário também vamos até a Organização Internacional do Trabalho denunciar esse governo que persegue as lideranças classitas", ressaltou.

O coronel também afirmou que esse será o terceiro ano que o governo não da nem a reposição inflacionária.

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